José Eugênio Adjuto, 57, flagrado usando uma braçadeira com a suástica nazista, virou réu por apologia ao nazismo. A Justiça de Minas Gerais aceitou nesta terça-feira (28), a denúncia do MP (Ministério Público) contra o fazendeiro.
Agora, José vai responder pelo crime, que prevê pena de até cinco anos de prisão em regime fechado. A braçadeira foi fabricada artesanalmente pelo fazendeiro.
Adjuto foi flagrado em um bar de Unaí (605 km de Belo Horizonte), e filmado, usando a braçadeira em dezembro do ano passado.
O fazendeiro foi apontado pelos promotores de acusação como conhecedor profundo da história da Segunda Guerra Mundial e por possuir posições extremistas.
Em depoimento, Adjuto alegou que "usou o símbolo religioso antigo de felicidade", e não teria feito alusão ao nazismo.
As acusações do MP contra Adjuto mostram que o denunciado, "mesmo advertido pelas pessoas presentes ao local, indignados e incomodados com o fato, recusou-se, por duas vezes, a retirar o adorno, com evidente intenção de propagar ideias nazistas".
A primeira audiência do caso foi marcada para o dia 13 de maio, pelo juiz da Vara Criminal de Unaí, Rafael Lopes Lorenzoni.
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