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PERÍCIA

Professor morreu envenenado com "chumbinho", diz laudo

Análise de peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) confirmou que a morte do professor Odailton Charles de Albuquerque Silva, 50 anos, ocorreu por envenenamento. Essa, agora, se consolida como a principal linha de

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Imagem ilustrativa da notícia Professor morreu envenenado com "chumbinho", diz laudo camera Enquanto se sentia mal, o educador gravou um áudio | Reprodução

Análise de peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) confirmou que a morte do professor Odailton Charles de Albuquerque Silva, 50 anos, ocorreu por envenenamento. Essa, agora, se consolida como a principal linha de investigação da 2ª Delegacia de Polícia Asa Norte no Distrito Federal.

Professor agoniza em áudio do Whatsapp após beber suco: “Alguém me ajuda"

Um exame preliminar do Hospital Regional indicou a presença de um tipo de organofosforado, substância presente em inseticidas, agrotóxicos e em veneno de rato, popularmente conhecido como chumbinho e que tem a venda proibida no Brasil.

Na noite de ontem, o delegado Laércio Rossetto, chefe da 2ª DP, informou que o caso foi tratado com prioridade pelos agentes, assim como pelos especialistas dos institutos da Polícia Civil. Uma força-tarefa foi realizada para elucidar a causa da morte e assim determinar se o professor foi envenenado ou intoxicado.

Odailton Charles tinha ido à Escola Classe 410 Norte na última quinta-feira (30), para encontrar uma colega de serviço. Ali, a mulher o teria recebido de forma hostil, como o professor relatou em áudio de WhatsApp a uma amiga. Contudo, após alguns minutos, ele foi convidado por ela a entrar em uma sala para resolver a situação.

Ainda segundo relato do professor, a mulher ofereceu um suco de uva. Mesmo desconfiado, Odailton Charles aceitou. Cerca de 15 minutos após tomar a bebida, contou ter passado mal, em um áudio de mais de dois minutos. Pouco tempo depois, ele enviou uma nova mensagem para a amiga. Dessa vez, refletiu: "Será se ela me envenenou?" (sic).

As mensagens enviadas pelo professor foram colocadas em um pendrive e entregues para agentes da 2ª DP ainda na sexta-feira, pela mulher dele, Priscilla Santana de Lima Albuquerque, 39. Ela também apresentou as roupas que o companheiro usava quando passou mal. As vestimentas foram encaminhadas para perícia do Instituto de Criminalística.

Investigação

O corpo do professor foi velado nesta quinta-feira no Adventista de Águas Claras. O sepultamento ocorreu às 16h, no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul.

No velório, o cunhado de Odailton disse que a família preferia acreditar que a causa da morte seja natural. No entanto, a conclusão dos especialistas foi a de que houve envenenamento.

Na quarta-feira (5), peritos estiveram no colégio da 410 Norte com a intenção de reconstituir a dinâmica da morte de Odailton. Desde a morte do professor, funcionários da escola pediram transferência da instituição.

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