Os cachorros Athos, 10 anos, e Uno, 8, pai e filho, respectivamente, dedicaram sua vida ao resgate no Corpo de Bombeiros Militar do Ceará vão se “aposentar”. De acordo com a instituição, os cães deixam a atividade junto à corporação após trabalharem em operações importantes, como no desabamento do Edifício Andréa, em Fortaleza, e na tragédia em Brumadinho, em Minas Gerais.

Athos e Uno trabalhavam com outros 11 cachorros na Companhia de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (CBRC), que atua dentro do órgão. Além de auxiliarem nas ocorrências de resgate no Estado, ele atendiam também todo o território nacional. Entre as operações estavam a busca por pessoas perdidas em matas e por desaparecidos com Alzheimer, além da procura por usuários de drogas que apresentam desorientação.

Todos os cães que trabalham no órgão são acompanhados por um bombeiro que atua como guia do animal. A dupla, chamada de binômio, só se desfaz em casos como a morte do animal ou com a saída do profissional da instituição. O caso dos cães, foi diferente. Ao saírem do canil do órgão, por causa da idade avançada, Athos e Uno foram adotados pelos seus guias, cabo Argeu e subtenente Jota Maria, respectivamente.

Segundo o tenente Lino, comandante da CBRC, o vínculo criado entre o cachorro é grande e se torna responsável pelo desempenho do trabalho de ambos. “Eles não conseguiriam trabalhar da forma como trabalham se não existisse prazer naquilo. A adoção, nesse sentido, acaba sendo natural", disse Lino.
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