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Cachorros que atuaram no resgate em Brumadinho se "aposentam"

Os cachorros Athos, 10 anos, e Uno, 8, pai e filho, respectivamente, dedicaram sua vida ao resgate no Corpo de Bombeiros Militar do Ceará vão se “aposentar”. De acordo com a instituição, os cães deixam a atividade junto à corporação após trabalharem em op

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Imagem ilustrativa da notícia Cachorros que atuaram no resgate em Brumadinho se "aposentam" camera Argeu e Athos, parceiros há sete anos. | (Reprodução/Arquivo pessoal)

Os cachorros Athos, 10 anos, e Uno, 8, pai e filho, respectivamente, dedicaram sua vida ao resgate no Corpo de Bombeiros Militar do Ceará vão se “aposentar”. De acordo com a instituição, os cães deixam a atividade junto à corporação após trabalharem em operações importantes, como no desabamento do Edifício Andréa, em Fortaleza, e na tragédia em Brumadinho, em Minas Gerais.

Cachorros que atuaram no resgate em Brumadinho se "aposentam"
📷 |(Reprodução/Arquivo pessoal)

Athos e Uno trabalhavam com outros 11 cachorros na Companhia de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (CBRC), que atua dentro do órgão. Além de auxiliarem nas ocorrências de resgate no Estado, ele atendiam também todo o território nacional. Entre as operações estavam a busca por pessoas perdidas em matas e por desaparecidos com Alzheimer, além da procura por usuários de drogas que apresentam desorientação.

Cachorros que atuaram no resgate em Brumadinho se "aposentam"
📷 |(Reprodução/Arquivo pessoal)

Todos os cães que trabalham no órgão são acompanhados por um bombeiro que atua como guia do animal. A dupla, chamada de binômio, só se desfaz em casos como a morte do animal ou com a saída do profissional da instituição. O caso dos cães, foi diferente. Ao saírem do canil do órgão, por causa da idade avançada, Athos e Uno foram adotados pelos seus guias, cabo Argeu e subtenente Jota Maria, respectivamente.

Cachorros que atuaram no resgate em Brumadinho se "aposentam"
📷 |(Reprodução/Arquivo pessoal)

Segundo o tenente Lino, comandante da CBRC, o vínculo criado entre o cachorro é grande e se torna responsável pelo desempenho do trabalho de ambos. “Eles não conseguiriam trabalhar da forma como trabalham se não existisse prazer naquilo. A adoção, nesse sentido, acaba sendo natural", disse Lino.

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