Pela primeira vez, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia constataram a gravidez de um peixe-boi da Amazônia que foi reintroduzida à natureza. A fêmea “Baré” chegou ainda filhote ao Instituto, em Manaus, onde passou 16 anos e foi solta na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (DRS) Piagaçu-Purus, no município de Anori, a 173 quilômetros da capital amazonense.

O novo filhote dessa espécie ameaçada de extinção é o principal indicador do sucesso do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia. O projeto é patrocinado pela Petrobras e executado pelo Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) em parceria com o Inpa, via Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA). Com o apoio da Universidade de Quioto (Japão), Itochu, Aquário de São Paulo e Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas (Sema).

Para a líder do LMA do Inpa, a pesquisadora Vera da Silva, a confirmação da gravidez da fêmea Baré é uma prova de que os procedimentos adotados pela equipe estão dando certo. “Esta gravidez mostra que o animal está bem, adaptado e integrado nessa população de peixes-bois. Isso para nós é uma grande satisfação, e é mais uma etapa na garantia da conservação dos peixes-bois da Amazônia”, destacou.

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