Um dia após a Organização Mundial de Saúde declarar pandemia do novo coronavírus e do presidente dos EUA, Donald Trump, proibir viagens da Europa para os EUA (exceto o Reino Unido), a economia mundial deu sinais de que pode entrar em colapso e causar uma recessão mundial.
O dia tenso foi marcado por quedas históricas nas principais bolsas do planeta. No Brasil, a Bolsa de Valores fechou em queda de 14,78%, o que não acontecia desde 2008. Na Europa, as ações caíram 11,5%, maior perda diária já registrada na história. Na Itália, a queda de 17% foi a pior sessão de todos os tempos.
Os especialistas indicam que a pandemia de coronavírus junto com a crise econômica e social que afeta vários países da Europa e da América, assim como o clima de incerteza gerada pela queda do preço do petróleo e da guerra econômica travada entre EUA e China, estejam desencorajando os investidores, causando um efeito dominó na economia mundial.
No Brasil, as divergências entre o Executivo e o Congresso, assim como o cenário de incerteza sobre as reformas da previdência e trabalhista, afastam o capital estrangeiro. O dólar chegou a histórica marca de R$ 5 nesta semana, e a Bolsa de Valores precisou acionar o Circuit Breaker (dispositivo que interrompe os negócios temporariamente em casos de grande instabilidade no mercado) duas vezes somente pela manhã, algo inédito na história.
Confira as principais quedas pelo mundo:
Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 4,41%, a 18.559 pontos.
Em Hong Kong, o índice HANG SENG caiu 3,66%, a 24.309 pontos.
Em Xangai, o índice SSEC perdeu 1,52%, a 2.923 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 1,92%, a 3.950 pontos.
Em Seul, o índice KOSPI teve desvalorização de 3,87%, a 1.834 pontos.
Em Taiwan, o índice TAIEX registrou baixa de 4,33%, a 10.422 pontos.
Em Singapura, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 3,77%, a 2.678 pontos.
Em Sydney o índice S&P/ASX 200 recuou 7,36%, a 5.304 pontos
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