Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fizeram uma carreata, na tarde de sábado (11), na região dos Jardins, bairro de classe média alta de São Paulo, pedindo o impeachment do governador do Estado, João Doria (PSDB).
Sem argumentos coerentes para tal pleito, nos vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver que com o bloqueio da via, os manifestantes impediam a passagem de ambulâncias que estavam com as sirenes ligadas e transportavam pacientes. Cerca de 70 veículos participam do ato.
Bolsonaro e seus eleitores são assassinos!
— AVS 🇧🇷 (@venturini_avs) April 11, 2020
Pararam 3 ambulâncias na avenida Paulista em plena pandemia, no Estado mais atingido do Brasil! @jdoriajr manda a polícia lá! #BolsonaroAssassino pic.twitter.com/mpnctMPcGc
Os manifestantes, de dentro dos seus carros, muitos deles com bandeiras do Brasil, faziam gestos imitando armas com as mãos, gritavam “fora Doria” e “nossa bandeira jamais será vermelha”. Eles também usavam máscaras cirúrgicas.
Segue detalhes da carreata em SP em frente o ginásio do Ibiraquera. pic.twitter.com/IC4GamDPgI
— Frade (@FradeRonaldo) April 11, 2020
Em outro vídeo, um dos manifestantes com a camisa da seleção brasileira sai do carro e diz: “paramos a avenida Paulista e vamos parar São Paulo. Fora Doria!!!"
REVOLTA
Diria apoiou Bolsonaro na eleição de 2018 e virou alvo dos eleitores do atual presidente, após apoiar a política de isolamento, como estratégia de combate à pandemia do coronavírus, que vai contra as ideias de Bolsonaro. Além de que, os apoiadores veem em Doria um possível adversário de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022.
Enquanto a carreata passava, muitos moradores gritavam de dentro de seus apartamentos: “fora Bolsonaro” e “fica em casa”.

Procurado pela Isto É, o governo de São Paulo informou que “respeita o direito à livre expressão de todos que desejam participar de manifestações no Estado” mas reiterou que “o isolamento social é essencial para diminuir os casos e mortes de covid-19, de acordo com a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde”.
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