O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou, nesta quarta-feira (15), que não concorda com Jair Bolsonaro também em relação ao uso da cloroquina no combate a Covid-19, amplamente defendido pelo presidente, mesmo sem nenhum estudo conclusivo sobre o assunto.
Apelando à ciência, Mandetta disse que não há evidência real da eficácia do medicamento e que a automedicação pode ser perigosa, porque um dos efeitos colaterais do composto é a arritmia cardíaca.
“Você quer proteger qual paciente? O acima de 60 anos? Essas pessoas podem ser as que mais vão sofrer arritmia e mais vão morrer pela cloroquina”, disparou Mandetta, em entrevista coletiva no fim da tarde desta quarta.
O ministro lembrou que os pacientes hospitalizados com coronavírus na rede pública de saúde estão tendo acesso ao medicamento, mas que a recomendação de uma ampliação do uso da cloroquina e hidroxicloroquina, normalmente usadas contra malária e lúpus, só virá com sólidas evidências científicas.
“Isso quem vai nos dizer são os médicos, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a de Infectologia. E, até agora, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recomendou que se use em ambiente hospitalar e, se der arritmia, que se suspenda”, explicou Mandetta.
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