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OPERAÇÃO DE GUERRA

Governador do Maranhão dribla Bolsonaro para comprar respiradores na China

A escassez de equipamentos para combater a pandemia de Covid-19 tem feito vários países serem acusados de “pirataria” de cargas. Na semana passada, Alemanha e Brasil acusaram o governo Trump de reter cargas de respiradores e máscaras destinados a países

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Imagem ilustrativa da notícia Governador do Maranhão dribla Bolsonaro para comprar respiradores na China camera Reprodução

A escassez de equipamentos para combater a pandemia de Covid-19 tem feito vários países serem acusados de “pirataria” de cargas. Na semana passada, Alemanha e Brasil acusaram o governo Trump de reter cargas de respiradores e máscaras destinados a países europeus.

No Brasil, diversos estados tentam comprar equipamentos, mas as cargas também são retidas pelo Governo Federal. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), montou uma verdadeira operação de guerra para conseguir levar ao estado 107 respiradores e 200 mil máscaras compradas da China em março.

A logística foi montada, segundo o jornal Folha de São Paulo, para evitar que o lote fosse desviado ou vendido aos Estados Unidos ou confiscado por Jair Bolsonaro. O estado já teve carga retida pelo Governo Federal outras vezes.

Em março, o governador do Maranhão reservou a compra de um lote de respiradores de uma fábrica de Santa Catarina, mas viu o Governo Federal bloquear a transação e distribuir os equipamentos segundo seus critérios.

Com a ajuda de uma importadora maranhense, Dino negociou diretamente com uma empresa chinesa, que enviou os equipamentos e suprimentos médicos para a Etiópia, escapando da rota que passaria pela Europa – onde poderia ser desviada.

Em São Paulo, a carga foi colocada em um avião fretado e enviada direta para o Maranhão, onde passou pela Receita Federal. A estratégia, de evitar a liberação na Alfândega em São Paulo, foi montada para que os equipamentos não fossem retidos pelo governo Bolsonaro. Os equipamentos desembarcaram na capital maranhense São Luís na terça-feira (14).

A operação levou 20 dias, ao custo de 6 milhões de dólares. Em seu perfil no Twitter, Flávio Dino explicou que vários estados estão enfrentando o mesmo problema, e que o governo Bolsonaro ignorou os pedidos de ajuda até o momento.

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