Os preços das passagens aéreas devem cair cerca de 40% quando acabarem as quarentenas, disse nesta terça-feira (5), Brian Pearce, economista-chefe da Associação Internacional das Companhias Aéreas. Segundo ele, a redução já está acontecendo no mercado doméstico da China.
No país asiático, o número de reservas, caiu 88% durante o lockdown, agora está em cerca de 45% do que era antes da pandemia do novo coronavírus. Já as tarifas estão 40% abaixo da média.
A queda do preço vai acontecer principalmente nas rotas em que há competição entre empresas, 80% dos trajetos, sendo que em 60% deles há pelo menos três concorrentes.
O preço do combustível de aviação, hoje está cerca de um terço do que era antes da doença, vai ajudar nessa estratégia, mas as companhias devem ver sua situação financeira agravada, porque os custos de operação vão subir; segundo Pearce.
Além de mais gastos com medidas de proteção, a maior pressão sobre os custos viria do chamado “cancelamento de assentos”: a obrigatoriedade de deixar uma poltrona vazia entre os passageiros.
Para o economista, para empatar receitas e custos é preciso voar com pelo menos 75% dos assentos ocupados, e a exigência de cancelar assentos permitiria no máximo uma taxa de 67%.
De acordo com dados de 122 companhias de vários países em 2019, só 4 chegavam ao ponto de equilíbrio com menos de 60% da ocupação.
Pearce afirmou que o preço das tarifas teria que subir entre 43% e 54% apenas para compensar os custos, se as empresas precisarem reduzir o número de passageiros por avião. Como a tendência será de queda das tarifas, o prejuízo ficará ainda maior.
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