Na última sexta-feira (1), Renan da Silva Sena, funcionário terceirizado do MDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), agrediu verbalmente e cuspiu em enfermeiras que faziam uma manifestação na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
PGR pede inquérito contra manifestante bolsonarista que agrediu enfermeiros
O funcionário é analista de projetos do setor socioeducativo, mas não aparece nem exerce suas atividades no ministério desde meados de março. Ele foi contratado pela empresa G4F Soluções Corporativas Ltda, que tem um contrato com o MDH no valor de R$ 20 milhões de prestação serviços operacionais e apoio administrativo.
Bolsonarista doente agride enfermeiros que protestam contra a omissão do Governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus. Absurdo, nosso profissionais de saúde estão morrendo sem os equipamentos de proteção que o Governo deveria ter dados e ainda são agredidos por Bolsonaristas!!!! pic.twitter.com/5UYoLBFWYC
— Washington De Souza Santos (@Washing98190181) May 1, 2020
A pasta do MDH, comandada pela ministra Damares Alves, afirmou que pediu à empresa terceirizada a demissão de Sena e que ela teria sido concretizada em 23 de abril, segundo resposta fornecida ao UOL. No entanto, a reportagem pediu e não recebeu a documentação que provasse o ato demissionário. Verificou-se também que o email funcional dele continuava ativo até segunda-feira (4).
Após a publicação da reportagem, o MDH e a empresa terceirizada afirmaram que a rescisão contratual de Sena foi efetivada na segunda-feira (4), três dias depois de ele agredir as enfermeiras.
O ministério declara ainda "reputar [crer] por inadmissíveis quaisquer atos de violência e agressão, tendo a ressaltar neste sentido uma série de ações de enfrentamento a todos os tipos de violência desenvolvidas no âmbito de suas pastas temáticas."
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