Começou a circular pelas redes essa semana, um vídeo que mostra um felino grande caminhando pela encosta de um morro. A presença do animal na paisagem do Morro da Viúva, localizado no Flamengo no Rio de Janeiro deixou muitos internautas preocupados.
Sobre o felino ao que tudo indica é um gato doméstico, ao contrário das especulações feitas nos comentários de que poderia ser uma onça-parda.
CONFIRA O VÍDEO!
De acordo com o biólogo carioca Izar Aximoff, a qualidade ruim do vídeo, é possível afirmar com certeza que é um gato doméstico. Ele explica que “o Morro da Viúva é uma área muito pequena e cercada de prédios. Para você ter um felino silvestre, mesmo que seja de pequeno porte ali é complicado porque esses são animais que dependem de uma área grande para se alimentar e viver. Além disso, na cidade do RJ inteira não há, a não ser no Parque Estadual da Pedra Branca, registro de ocorrência de felinos silvestres. No Parque Nacional da Tijuca não tem, nem em nenhuma das unidades de conservação da zona sul. Então de onde viria esse bicho?”.
O biólogo conta ainda que quando o vídeo começou a circular na internet, foi pesquisar no Google os termos “gato doméstico Morro da Viúva” e, para sua surpresa, encontrou um anúncio de uma moradora do morro que dizia ter perdido seu gato, Jamie, “todo amarelo com rajado ferrugem, olhos verdes, queixo branco, grandão (6kg)”, conforme a descrição do banner de ‘procura-se’, onde também estava a data do desaparecimento de Jamie: agosto de 2019.
“Eu vi essa imagem do gatão amarelo e comecei a rir. E aí liguei para ela, falando que podia ser, inclusive, o gato dela no vídeo. E ela me contou que já tinha subido o Morro da Viúva em busca de Jamie e descobriu que tem um monte de gatos domésticos circulando lá, inclusive vários amarelos e de tamanho acima do normal. E a história é essa, mistério resolvido, com certeza era um desses gatos, ou o próprio Jamie, que continua desaparecido”, disse Izar.
O Morro da Viúva é uma Área de Proteção Ambiental (APA) criada pela Prefeitura do Rio em 12 de dezembro de 1997 (Lei nº 2.611/1997). No morro há presença de vários moradores, além de um antigo reservatório da cidade. Por ser rodeado de prédios e literalmente “tampado” da paisagem, muitos cariocas nem sabem de sua existência, apesar dele estar localizado no Flamengo, aos pés da Baía de Guanabara.
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