A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) enviou um relatório ao governo do Rio de Janeiro alertando que, na falta de uma vacina contra a Covid-19, as medidas de "lockdown" podem ocorrer de forma intermitente no período de 18 a 24 meses.
O órgão afirma que o governo do estado deve adotar medidas para um confinamento rigoroso de forma urgente. Se as providências forem marcadas de forma tardia, o Rio de Janeiro poderá viver "uma catástrofe humana de proporções inimagináveis para um país com a dimensão do Brasil", segundo publicado pelo jornal O Globo.
Pesquisadores da Fiocruz apontam que o estado carioca não terá mais leitos de UTI disponíveis entre os dias 13 de maio e 22 de julho - tanto na rede pública, quanto na privada. O relatório também diz que o vírus deve se espalhar por quase todo Rio de Janeiro, até em cidades que têm menos de 50 casos.
O governo do Rio estuda adotar o "lockdown" após receber pedidos e orientações de outras organizaçoes e especialistas.
No Pará
No estado do Pará, o governador Helder Barbalho adotou o "lockdown" desde quinta-feira (7), em Belém e outras 9 cidades paraenses. As autoridades montaram barreiras nas ruas e quem desrespeitar as regras será multado. Supermercados, farmácias, feiras e bancos seguem funcionando.
No Maranhão, o "lockdown" começou deste terça-feira (5) na região metropolitana de São Luís. No Ceará, Fortaleza também endureceu as regras, mas não adota o termo "lockdown" para as medidas.
Em Pernambuco e no Amazonas, o Ministério Público recomendou a rigidez, mas a Justiça negou o pedido.
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