Um estudo realizado pela Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, afirma que quantos mais os grandes centros urbanos cumprirem as medidas de distanciamento social, menos as cidades do interior vão sentir os impactos da Covid-19.
O estudo fez um cruzamento dos dados epidemiológicos com os de mobilidade, em que foram usadas informações do censo demográfico de 2010, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Foram analisados três cenários: o primeiro sem isolamento social e movimentação livre dos indivíduos; o segundo com isolamento moderado e redução de 30% dos contatos sociais e de 40% dos deslocamentos entre municípios; e o terceiro sendo isolamento mais rígido, com redução de 50% dos contatos sociais e de 80% no deslocamento entre municípios.
De acordo com os pesquisadores do estudo, Guilherme Costa, Wesley Costa e Silvio Ferreira, foi observada uma diferença na curva de contaminação das capitais que estão confinadas com a das cidades do interior, com a falta de sincronia se repetindo nos dois últimos casos em que o isolamento é testado.
Com base no estudo, os pesquisadores afirmam que o pico da doença no país deve ocorrer em diferentes momentos para cada cidade, por isso a importância das capitais e regiões metropolitanas cumprirem o distanciamento social para que a curva de contaminação seja achatada e que os hospitais com mais condições nos centros urbanos possam receber e tratar os diagnosticados sem sofrer com superlotação.
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