Uma médica foi espancapada no meio da rua por um suposto policial e um grupo de amigos que furaram a quarentena para participar de uma festa clandestina. O caso foi registrado no bairro do Grajaú, no Rio de Janeiro.
De acordo com o UOL, a vítima relatou que esse tipo de evento tem se tornado comum durante esse período de pandemia e, inclusive, chegou a denunciar as festas à polícia, mas não teve retorno. Após sair de um plantão, no último sábado (30), ela decidiu tomar uma atitude em relação ao ocorrido.
A mulher desceu até a rua, quebrou o retrovisor de um carro mini cooper e trincou o pára-brisas do veículo. Em seguida, ela foi contida por um grupo de homens, que a arrastaram pela rua e iniciaram as agressões. Ela foi chutada, pisoteada e teve vários tufos de cabelo arrancados.
Ainda segundo a vítima, várias pessoas que estavam no local e até bombeiros viram toda a cena, mas não a ajudaram. Ao contrário, alguns apoiaram os agressores.
Um dos homens, que seria o dono do carro, pegou uma carteira do bolso e disse que era policial, esfregando um documento no rosto da vítima. Ele ainda chegou a falar para os demais agressores que precisavam das um "sumiço" na mulher.
Ela foi socorrida por um casal de vizinhos, que a levou para um hospital. A vítima sofreu fraturas no joelho e vários ferimentos pelo corpo.
Giovanna Ewbank fura quarentena para comemorar aniversário do pai
Medalhista do Pan-Americano fura quarentena para surfar e é preso
A mulher registrou um Boletim de Ocorrência nesta segunda-feira (1), mas nenhum dos envolvidos foi preso.
Em uma rede social, ela desabafou e admitiu ter errado por danificar o carro. "Foi errado. Foi impensado. Foi estúpido. Mas sou humana e fiz uma besteira contra um bem material de outra pessoa. Não foi um ato contra nenhum outro ser humano, isso eu sou incapaz de fazer".
A vítima condenou a atitude dos agressores tanto quanto ao comportamento brutal, quanto a realização do que chamou de “festa do corona”, que desobedecem o decreto de isolamento social. Por fim, mandou um recado: "Pisotearam minha garganta, mas não calaram minha voz".
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar