A onda de protestos antirracistas após a morte de George Floyd, assassinado por um policial branco nos EUA, está tendo suas consequências e a primeira delas será a desconstrução do modelo atual de polícia na cidade de Minneapolis.
Neste domingo (5), Lisa Bender, a presidenta da Câmara Municipal de Minneapolis, onde ocorreu a tragédia, anunciou que está comprometida em “desmantelar” a polícia local para “reconstruí-la sob um novo modelo de segurança”. Além disso, o presidente Donald Trump ordenou a retirada da Guarda Nacional das ruas de Washington, a capital.
Os protestos ganharam força a ponto de o presidente Donald Trump mandar isolar a Casa Branca pela primeira vez na história. Fortificada, a adjacente praça Lafayette está agora inacessível porque foi rodeada por uma cerca preta de ferro que impõe muitos metros de distância entre a residência presidencial e os cidadãos.
A morte de George Floyd foi o estopim para o início das manifestações que tomaram conta de todo o país e também em diversos países pelo mundo. Todos exigem o fim do racismo do Estado para com os cidadãos afrodescendentes, historicamente escravizados e perseguidos nos EUA. O fim do atual modelo de polícia, considerada racista, é a principal exigência.
“Nós nos comprometemos a desmantelar a polícia tal como a conhecemos na cidade de Minneapolis e a reconstruir com nossa comunidade um novo modelo de segurança pública que realmente mantenha nossa comunidade a salvo”, disse à CNN a presidenta da corporação municipal, Lisa Bender. Neste domingo, o prefeito da cidade, o democrata Jacob Frey, foi a uma mobilização a título pessoal, mas acabou expulso por não querer se comprometer a retirar verbas da polícia.
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