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INVESTIGAÇÃO

Clã Bolsonaro não tem relação com morte de Marielle, diz delegado 

O delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Rio, descartou na manhã desta terça-feira (10) a participação do presidente da República Jair Bolsonaro ou de seus familiares na mor

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Imagem ilustrativa da notícia Clã Bolsonaro não tem relação com morte de Marielle, diz delegado  camera A vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março de 2018 | Reprodução/ Arquivo Pessoal

O delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Rio, descartou na manhã desta terça-feira (10) a participação do presidente da República Jair Bolsonaro ou de seus familiares na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

O nome da família Bolsonaro surgiu no caso em depoimento de um dos porteiros do condomínio Vivendas da Barra, onde morava tanto o presidente e sua família quanto o PM reformado Ronnie Lessa, réu pelo assassinato e do motorista Anderson Gomes.

O porteiro afirmou à Polícia Civil que foi o "seu Jair" quem autorizou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz, o outro réu pelos homicídios, no condomínio. No entanto, perícias descartaram essa possibilidade.

Em depoimento à Polícia Federal, o porteiro voltou atrás na afirmação, e disse ter se confundido ao registrar o acesso de Élcio no livro da portaria do condomínio.

"Não há participação da família Bolsonaro neste evento, muito menos do presidente da República. Não temos indício de participação da família. Isso foi apurado, pois um funcionário do condomínio fez essas declarações, mas temos certeza que não há participação alguma. O funcionário pode ter caído em alguma contradição. Não há participação da família Bolsonaro neste evento", disse o delegado.

Nesta quarta (10), o bombeiro Maxwell Simões Correa, o Suel, foi preso na Operação Submersus 2, desdobramento das investigações do Caso Marielle. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Delegacia de Homicídios da Capital, Maxwell teria emprestado o próprio carro para auxiliar no descarte de armas de Ronnie Lessa.

Segundo as investigações, seis armas longas foram jogadas no mar perto das ilhas Tijucas, na costa da Barra da Tijuca, há a suspeita de que, entre elas, estivesse a submetralhadora usada para executar Marielle e Anderson.

Nunes afirmou que o bombeiro era amigo de Ronnie Lessa. "Ele era uma pessoa muito próxima ao Lessa, nós já sabemos disso, temos elementos de convicção que noticiam essa proximidade", disse o delegado. Por volta das 12h30, o bombeiro prestava depoimento na Delegacia de Homicídios.

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