Uma doença silenciosa e não muito frequente, mas que tem alto índice de mortalidade. Assim é o câncer no rim, mal que acomete mais homens que mulheres, inclusive, e que pode ser evitado mediante a manutenção de hábitos saudáveis e rastreamento precoce.
Também conhecido como hipernofroma ou adenocarcina renal, o câncer no rim é o terceiro mais incidente quando a doença acomete o aparelho genitourinário e pode ter vários fatores de risco, um deles o tabagismo. Isso mesmo, o uso de tabaco pode resultar em diversos tipos de câncer, inclusive o do rim. A médica oncologista Larissa Von Grapp, do Centro Integrado de Oncologia (Cion), explica que a obesidade e fatores genéticos também podem influenciar no diagnóstico da enfermidade. Além disso, doenças crônicas, como hipertensão, também são fatores de risco. “É um tumor mais raro”, frisou ao descrever o câncer no rim. “Mas tem uma mortalidade elevada”, alerta.
No Brasil, são entre sete a dez casos da doença para cada 100 mil habitantes e, de maneira geral, os pacientes tem a faixa etária entre 50 a 70 anos de idade. Sendo que a possibilidade de ser diagnosticado em pessoas do sexo masculino é duas vezes maior que em mulheres. Por ser uma doença não tão comum, o rastreamento dela é pouco recomendado. “Geralmente o rastreamento é feito em quem faz parte do grupo de risco para a doença. Neste caso, em pessoas que apresentam histórico na família, uma vez que fatores genéticos ou hereditários podem influenciar. O rastreamento precisa ser feito de forma precoce, a partir dos 40 anos de idade”, recomenda a oncologista.
O diagnóstico é simples, podendo ser feito através de um exame de imagem, como uma ultrassonografia ou uma tomografia computadorizada. O que chama a atenção é que o câncer no rim é uma doença assintomática no início. Os sintomas aparecem somente quando o estágio está avançando. “Os sintomas mais comuns são as dores nos flancos (na região dos rins) e o sangramento na urina. Eles dificilmente aparecem no início da doença”, comenta Larissa Von Grapp.
O câncer no rim é quimiorresistente, ou seja, não é tratado com quimioterapia. O paciente não reage a este tipo de terapia. Por isso, o tratamento tem dois caminhos. Se estiver na fase inicial, o paciente é submetido a uma cirurgia para a retirada de parte do rim ou do órgão inteiro, depende do tamanho do tumor.
“Se a doença estiver num estágio mais avançado, a gente parte para um tratamento mais sistemático. Por exemplo, para a imunoterapia. Também podemos recorrer a terapia alvo e, em alguns casos, a radioterapia”, diz a médica.
Ela recomenda a prática de atividades físicas e a alimentação saudável para evitar a doença. “Evitar o tabagismo é importante para que a pessoa reduza o risco não só do câncer no rim como outros tipos de câncer – E outras doenças também”, orienta.
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