A Fundação Jardim Zoológico de Brasília aguarda uma decisão do Ibama sobre o destino de uma das 16 serpentes contrabandeadas e resgatadas pela Polícia Militar, no Distrito Federal. A Trimeresurus vogeli, conhecida como víbora-verde-de-vogel, é uma espécie encontrada na Ásia e não há antídoto para o veneno dela no Brasil. Por enquanto, a serpente segue no Zoológico de Brasília e passa por um período de quarentena.
Ratos usados em pesquisas de covid-19 viram alvo de disputa mundial
De acordo com o Zoológico de Brasília, se não for possível exportar o soro do exterior, não será descartado a eutanásia do animal. O biólogo da instituição, Carlos Eduardo Nóbrega, explicou que a serpente está sendo mantida em uma caixa, que fica dentro de um recinto, com intuito de evitar qualquer risco ao animal ou a equipe.
Peste bubônica mata adolescente e coloca dezenas em quarentena
“Aguardamos que o Ibama decida qual a destinação desse exemplar. Além do risco de ocorrer qualquer incidente com esse indivíduo, como no caso da Naja, se esse animal fugisse do local onde estava sendo mantido, poderia gerar um impacto ambiental muito forte na nossa fauna”, disse o biólogo.

O diretor de repteis do zoo, detalha que, o veneno víbora é altamente potente, que pode levar um ser humano adulto a morte. “Apesar de ter um tempo de ação mais demorado, se comparado com a Naja, o veneno não deixa de apresentar um risco de vida elevado, ainda mais porque não tem o soro em âmbito nacional”, completou.

Ainda segundo os especialistas, se o animal for eutanasiado ele será destinado para pesquisas em universidades para estudem a parte interna e ajudem em pesquisas futuras sobre o próprio veneno.
“Essa é a consequência de trazer um indivíduo para um território onde eles não pertencem. Acaba que em paga o preço disso é o animal, às vezes com a própria vida. Vamos deixar o animal exótico na sua fauna”, destacou Carlos Eduardo Nóbrega.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar