Já é sabido que há aluns anos a religião neopentecostal, mais conhecida como "evangélica", tem crescido entre os moradores de comunidades do Rio de Janeiro, a ponto de alguns chefes do tráfico queimarem terreiros e expulsarem pessoas de outras religiões do morro. Mas um traficante da zona norte do Rio de Janeiro conhecido como “Arão peixão”, foi mais longe e criou o “Complexo de Israel”, impondo a doutrina a todos os moradores do local.

Misturando profecias e símbolos cristãos, como a estrela de Davi e a bandeira de Israel, Arão impõe a religião evangélica para conseguir ampliar seu controle sobre a população. Segundo alguns moradores, o traficante persegue quem ele acha que não está com “Deus”. Há casos de pessoas desaparecidas por discordarem dos "princípios" do Arão.

O traficante mandou colocar bandeiras e símbolos religiosos em locais estratégicos das favelas, além de colocar barricadas em meio à avenidas. “O que se tem percebido é que eles estão se aproveitando desse período para ampliar a dominação territorial pra áreas que antes não tinham a presença do tráfico de drogas. Então, ruas que eram comumente acessíveis pela sociedade e pelas forças de segurança”, afirmou o delegado Maurício Mendonça.

Amor e Paz

Os traficantes costumam marcar o território com símbolos religiosos e as palavras “amor e paz”. No entanto, a atuação da quadrilha é marcada por violência, armas e desaparecimentos de moradores, que têm até mesmo as conversas em celulares monitoradas.

Arão é considerado foragido da Justiça e tem passagens por vários homicídios, além de tráfico de drogas, é claro.

Foto: Reprodução

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