O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) pede que a ativista e bolsonarista Sara Winter seja condenada por divulgar os dados pessoais da menina de 10 anos, que passou por procedimento cirúrgico para interromper gravidez, causada por um estupro do qual o tio dela é suspeito.
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No último domingo (16), Sara ganhou repercussão após compartilhar um vídeo nas redes sociais dela com informações da criança, além do nome do hospital em que seria realizado a interrupção da gestação. Na publicação, a militante bolsonarista usou o termo "aborteiro" para se referir ao suposto médico que realizaria o procedimento. Sara também pediu que os seguidores dela rezassem e "colocassem os joelhos no chão".
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Após a repercussão do vídeo, ainda no último domingo, manifestantes contra o aborto tentaram forçar a entrada na unidade de saúde e ofenderam a vítima e os familiares dela. Por ter divulgado os dados da menina, Winter perdeu a conta no YouTube. O Ministério Público Federal (MPF) também tomou providências e abriu uma investigação contra a militante. Na web, uma petição já conta com mais de 100 mil assinaturas para abrir um processo contra ela.
A saída da criança do hospital foi confirmada nesta quarta-feira (19). A data, horário da alta e o destino da menina não foram divulgados.
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Caso seja condenada pela Justiça, Winter terá que pagar R$ 1,3 milhão por danos morais ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente da cidade de São Mateus, no Espírito Santo. “Expôs a criança e a família dela, em frontal ofensa a toda a ordem jurídica protetiva da criança e do adolescente, conclamando seguidores a se manifestarem”, explicou o promotor Fagner Cristian Andrade Rodrigues, autor da ação.
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