A farmacêutica norte-americana Pfizer, que produz uma das vacinas contra o covid-19, veio a público nesta quinta-feira (10) desmentir o ministro da Saúde do Brasil, general Eduardo Pazuello. O general afirmou durante entrevista à CNN ontem, que O Brasil já tinha um acordo com a empresa e que as vacinas chegariam em “dezembro ou janeiro”.
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A empresa foi procurada pela reportagem da BandNews FM e negou qualquer contrato firmado com o Brasil para compra de sua vacina e que, mesmo se fosse firmado agora, as doses não chegariam em um período tão imediato como o general afirmou. Essa impossibilidade, segundo declarou a farmacêutica à rádio, se deve à "demora na negociação" com o Ministério da Saúde.
Cobrado a apresentar o plano de imunização do ministério, Pazuello primeiro disse que só o anunciaria depois que Anvisa aprovasse uma vacina. Ontem, depois da cobrança dos governadores, afirmou que apresentaria o plano ao meio-dia. No final da tarde, recuou outra vez e adiou a apresentação para a semana que vem, não sem antes jurar que o plano existe e está "quase" pronto.
Pazuello, que não tem qualquer formação na área da Saúde, iniciou no cargo como interino, após a demissão de Nelson Teich, por discordâncias com Bolsonaro. Ele é o terceiro ministro da Saúde durante o mandato do atual presidente. O primeiro, Luís Henrique Mandetta, pediu demissão por divergências com a gestão de Bolsonaro para a pasta.
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