Mais de dois milhões de doses da vacina CoronaVac chegaram em São Paulo na manhã desta sexta-feira (18). A vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan veio em um avião que pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Com essa, é a terceira remessa de encomendas que chegam ao país, sendo a segunda de material pronto. No começo do mês, o governo de São Paulo recebeu outros 600 litros de matéria-prima, carga de insumos para produzir até 1 milhão de doses da vacina.
O governador João Doria (PSDB) foi até o local para acompanhar a chegada do lote, ao lado do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e do secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.
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“Agora com a chegada desses 2 milhões, temos 3 milhões e 120 mil doses já em solo brasileiro sendo processada pelo Instituto Butantan”, disse Doria.
“Até 15 de janeiro teremos 9 milhões de doses prontas para uso. Então é a primeira vacina em solo nacional, a primeira vacina que está sendo produzida no Brasil e na América latina. E essa é a nossa função: trazer as vacinas para que elas possam ser usadas o mais rapidamente possível”, afirmou o diretor do Instituto Butantan.
O governo de São Paulo afirmou nesta quinta-feira (17), que mudou novamente de estratégia para conseguir a aprovação da CoronaVac e que também deve solicitar o registro para uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Na segunda-feira (14), o governador João Doria (PSDB) afirmou que o instituto pretendia solicitar apenas o registro definitivo da vacina, e não o emergencial.
De acordo com Dimas Covas, diretor do Butantan, uma nova correspondência do Ministério da Saúde recebida pelo governo estadual mostra que a pasta tem interesse na vacina autorizada pela Anvisa, e não apenas na vacina com registro definitivo.
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O governo ainda afirmou que a fase 3 dos testes no Brasil já registrou 170 voluntários contaminados. O estudo conclusivo vai medir a taxa de eficácia do imunizante comparando quantos receberam placebo e quantos tomaram a vacina. A taxa mínima recomendada pela própria Anvisa é de 50% como parâmetro de proteção.
"A decisão de concluir o estudo ocorre após os cientistas terem sinalizado que o número mínimo necessário de 151 voluntários infectados já foi ultrapassado. Hoje a fase três da vacina do Butantan já tem 170 voluntários infectados, incluindo os grupos vacinados e placebo", afirmou o governador João Doria (PSDB).
Na última quarta-feira (10), o instituto começou o processo de envase da vacina a partir da matéria-prima importada da China.
Segundo o governo de São Paulo, o processo de envase começou a ser feito no dia 9 de dezembro, na fábrica do Butantan, que tem 1.880 metros quadrados, e contará com o reforço de 120 novos profissionais, além dos 245 que normalmente atuam no instituto. Além disso, o Butantan funcionará 24 horas por dia.
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