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COLAPSO NA SAÚDE

Governador culpa população e empresas por colapso no AM e poupa Bolsonaro, veja!

Wilson Lima disse que firmas responsáveis pela distribuição de oxigênio só avisaram da falta do produto horas antes do colapso

sexta-feira, 15/01/2021, 18:17 - Atualizado em 15/01/2021, 18:17 - Autor: Com informações Metrópoles


Governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC)
Governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) | Reprodução

Em entrevista a um portal de notícias, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), afirmou que o estado “se preparou em tudo que era possível” para garantir o atendimento de pacientes da Covid-19. Lima disse que o governo federal “tem sido um grande parceiro”, e apontou, como causas do colapso na rede de saúde pública, a postura da população e das empresas que fornecem oxigênio para as unidades médicas situadas na capital do estado.

O sistema de saúde do Amazonas vive uma situação de colapso, com o crescimento dos casos de infectados e a alta de mortes em decorrência do vírus. Depois que as internações bateram recorde, os hospitais ficaram sem oxigênio para pacientes. Médicos relataram nas redes sociais o desespero para tentar manter os pacientes vivos.

“Não adianta só um ente fazer a sua parte se toda a sociedade não estiver envolvida nesse processo, vai ser enxugar gelo. A gente vai estar o tempo todo abrindo leitos hospitalares e o tempo todo esses leitos vão estar sendo ocupados”, afirmou o governador do Amazonas. “Veja o que aconteceu agora, em relação às festas clandestinas. As pessoas ali na balada, bebendo, usando às vezes o mesmo copo, aquele copo que passa de boca em boca, e aí essa pessoa acaba levando o vírus para sua casa”, argumentou.

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O chefe do Executivo do estado afirmou ainda que entrou com uma ação contra as empresas que fornecem oxigênio para os hospitais de Manaus, com o objetivo de que elas sejam responsabilizadas. “O estado do Amazonas se preparou em tudo aquilo que era possível. Eu recebi o comunicado de que faltaria oxigênio efetivamente, que as empresas não teriam condições de abastecer na quantidade que a gente necessitava, durante a madrugada. E disseram que dali cinco horas teria hospital sem abastecimento”, informou.

De acordo com ele, a demanda por oxigênio na capital do Amazonas subiu de 15 mil para 70 mil metros cúbicos nos últimos 15 dias. Em maio de 2020, no primeiro pico da pandemia no estado, o consumo era de 30 mil metros cúbicos, segundo Wilson Lima. O governador também destacou a dificuldade logística de levar uma quantidade tão grande de oxigênio para Manaus. “Um avião cargueiro da Força Aérea traz, no máximo, 6 mil metros cúbicos – nossa demanda é de 70 mil”, afirmou. Lima não descartou aceitar o apoio do governo venezuelano para ter acesso ao recurso: “Nosso objetivo agora é salvar vidas”.

Wilson Lima declarou que tem recebido todo o apoio do governo federal. “Recebemos do governo federal equipamentos como bombas e respiradores, estamos sendo socorridos, nesse momento, com a questão das miniusinas, que estão chegando aqui no estado do Amazonas e serão instaladas nos hospitais”, disse. “O governo federal tem sido um grande parceiro do estado do Amazonas no combate à pandemia.”

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