Jair Bolsonaro desdenhou dos pedidos de impeachment contra ele. O presidente ironizou, durante almoço com artistas nesta quarta-feira (27), os pedidos de impeachment contra ele, afirmando que “não dão em nada” e que representam uma “tentação na sociedade”.
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Na mesma fala, Bolsonaro também voltou a colocar em dúvida a existência de uma pandemia, mesmo após mais de 220 mil mortos no país. Para Bolsonaro, a pandemia pode ser “fabricada”.
“Quis o destino que uma pandemia, que pode ser fabricada, nos atingisse no início do ano passado. Nós continuaremos nesta cadeira até o final de 2022, tenho certeza disso. Não adianta falar que tem 40 processos de impeachment, Roberto Jefferson, porque se juntar todos não dá nada, absolutamente nada. Propostos por partidos de esquerda como PT, PCdoB, PSOL, ou até mesmo a OAB, não levam a lugar nenhum a não ser para causar transtorno e tentação na sociedade”, declarou.
Dos 62 pedidos de impeachment protocolados desde o início do mandato de Bolsonaro, 56 estão ativos. Os outros cincos foram arquivados ou não aceitos, sem que o mérito fosse analisado. Cabe ao presidente da Câmara decidir se aceita ou não um pedido desse tipo.
Enquanto discursava, o presidente foi aplaudido pelos apoiadores e chamado de “mito” diversas vezes. Ao seu lado, aparecem o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que também gritava “mito”, e o ministro do Turismo Gilson Machado, que ria e aplaudia enquanto o Bolsonaro falava. Entre os artistas presentes no encontro estão os cantores Amado Batista e Rick, da dupla com Renner.
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