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INJUSTIÇA?

Pai usuário de cocaína que deixou bebê morrer por omissão é solto após audiência

Pai colocou a bebê no berço na posição de bruços, cobriu e foi ver de novo a criança mais de 23 horas depois.

terça-feira, 23/02/2021, 09:54 - Atualizado em 23/02/2021, 09:54 - Autor: Com informações do Portal Ric Mais


Pai, que era o responsável por cuidar das crianças enquanto a mãe trabalhava, ficou por mais de 23 horas sem ver a bebê que ele deixou coberta no berço.
Pai, que era o responsável por cuidar das crianças enquanto a mãe trabalhava, ficou por mais de 23 horas sem ver a bebê que ele deixou coberta no berço. | Reprodução

O pai que deixou um bebê de 10 meses morrer após permanecer quase 24 horas sem dar a ele o que comer ou beber, foi solto depois de passar por uma audiência de custódia. As informações são do portal Ric Mais. 

De acordo com o delegado Tito Barichello, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o pai deverá ser indiciado por homicídio doloso, mas poderá responder pelo crime em liberdade. O bebê morreu na última sexta-feira (19), em Curitiba.

O pai não trabalhava e era o responsável por cuidar da criança, enquanto a mãe do bebê trabalhava o dia todo para sustentar e manter a família. 

Segundo o delegado, no dia anterior à morte do bebê, o pai "colocou a criança no berço na posição de bruços, cobriu e sabe quando ele foi ver de novo a criança? Vinte e três horas e meia depois”. Barichello ressalta que "a omissão dele foi tão grande, que nós entendemos que ele não cometeu omissão, cometeu homicídio doloso porque ele é o garantidor por lei, ele tem obrigação de cuidar da criança.".

No depoimento, o pai contou que o bebê comeu pela última vez na quinta-feira (18), por volta das 17h. Durante a sexta-feira, ele dormiu e deixou mamadeira pronta em cima da mesa, para que a criança mais velha, de cinco anos, desse ao bebê. Mas não soube dizer se a filha havia alimentado a irmã.

Na residência da família, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, viviam, além do casal e o bebê de 10 meses, suas duas irmãs, de 5 e 2 anos. As meninas foram internadas no Hospital Pequeno Príncipe para passarem por atendimento psicológico, devido a morte prematura da irmã. 

O delegado frisa ainda, que "não havia o desleixo por parte da mãe, que trabalhava o dia inteiro, que chegou a noite do dia anterior, normal, cansada e foi dormir”. 

A polícia aguarda o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) para saber se a criança morreu de fome, sede ou alguma outra causa. Paralelamente, o Conselho Tutelar apura se as crianças passavam por maus-tratos. 

O pai, segundo a polícia, é usuário de cocaína e chegou, inclusive, a ser abordado há duas semanas. No entanto, conforme vizinhos, ele estava há alguns dias em abstinência de drogas e indo à igreja, na tentativa de largar o vício.

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