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CRUELDADE

Lutador é acusado de espancar morador de rua até a morte; veja o vídeo

O lutador de jiu-jitsu João Antonio Vieira de Souza, de 40 anos, está sendo procurado pela polícia sob a acusação de ter espancado até a morte um morador em situação de rua em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 09/03/2021, 11:35 - Atualizado em 09/03/2021, 11:36 - Autor: Com informações de Extra


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| Reprodução

O lutador de jiu-jitsu João Antonio Vieira de Souza, de 40 anos, é acusado de ter espancado até a morte um morador em situação de rua em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. O crime aconteceu na madrugada de 19 de dezembro do ano passado. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento da agressões, que duraram pouco mais de um minuto. Filha do lutador, Jeniffer Soares Vieira de Souza, de 22 anos, também é acusada de envolvimento no crime.

 

 

De acordo com as investigações da 105ª DP (Petrópolis), Alexsander Costa de Oliveira, que estava drogado e alcoolizado, foi agredido até a morte após ter ameaçado Jeniffer e uma amiga. Um motorista de ônibus que foi ouvido pela polícia relatou que por volta das 2h15 do dia 19 de dezembro estava aguardando o momento de sair com o veículo do ponto, na Rua Caldas Viana, e percebeu que a vítima estava em “atitude intimidadora” perto de Jeniffer e da amiga. O motorista piscou o farol para as jovens para que ambas viessem para dentro do ônibus aguardar sua saída. As amigas se aproximaram e entraram.

A amiga de Jeniffer, identificada como Lavínia, relatou ao motorista que o homem estava “mexendo” com elas e disse que as mataria. Em seguida, segundo a testemunha, Alexsander começou a desferir socos contra o video da janela onde as meninas estavam sentadas. Após pedidos do motorista para que parasse de fazer aquilo, o morador em situação de rua se afastou. A testemunha afirmou que Alexsander aparentava estar muito bêbado ou drogado. As jovens seguiram viagem com o motorista mas, em determinado momento, Jeniffer viu seu pai andando pela rua e pediu que o condutor parasse o veículo.

João Antonio está foragido

João Antonio está foragido Foto: Reprodução

A Polícia Civil concluiu que ao encontrar o pai, Jeniffer relatou a ele o ocorrido e ambos foram até o local onde a vítima estava dormindo. O crime aconteceu por volta das 2h40. Em imagens de câmeras de segurança, é possível ver o momento em que a jovem anda com o pai pela rua. O lutador para no local onde Alexsander dormia e começa a espancá-lo. As agressões duram um minuto e foram todas concentradas na cabeça da vítima, que morreu de traumatismo craniano.

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Para a polícia, Jeniffer foi a responsável por apontar o morador em situação de rua para o pai, assim como o instigou a agredir a vítima. Além disso, ela é acusada de ter dado cobertura ao lutador enquanto as agressões ocorriam, monitorando o local do crime.

As imagens de câmeras de segurança mostram que o lutador vestia uma roupa escura, usava tênis vermelho e relógio laranja. Em busca e apreensão realizada na casa de João Antonio e Jeniffer, o tênis e relógio foram apreendidos.

Disque-Denúncia lança cartaz pedindo informações sobre lutador

Disque-Denúncia lança cartaz pedindo informações sobre lutador Foto: Reprodução

Em seu relatório final, o delegado João Valentim Neto, titular da Delegacia de Petrópolis, frisou que as ameaças de Alexsander contra Jeniffer e a amiga eram “totalmente inofensivas e desprovidas de seriedade, levadas a efeito em decorrência do uso excessivo do álcool”. O delegado acrescenta ainda que o próprio motorista de ônibus afugentou a vítima sem muito esforço e ressalta que o morador em situação de rua em momento algum tocou nas jovens, praticou ou ameaçou praticar atos libidinosos ou obscenos.

João Valentim Neto ainda frisa, no relatório, que por ser lutador, João Antonio tinha consciência da gravidade dos golpes que aplicava na vítima, “e foi totalmente indiferente à vida alheia”.

João Antonio teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está foragido. Já Jeniffer terá que cumprir algumas medidas cautelares, como a proibição de ter contato com testemunhas do processo. O lutador e a filha foram indiciados pela 105ª DP (Petrópolis) por homicídio duplamente qualificado. Eles já foram denunciados pelo Ministério Público estadual e viraram réus em processo na 1ª Vara Criminal de Petrópolis.

Informações sobre o paradeiro de João Antonio podem ser repassadas ao Disque-Denúncia, no telefone (21) 2253-1177 ou no WhatsApp (21) 98849-6099.


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