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DISCUSSÃO

PSOL pode desistir de candidatura para apoiar Lula em 2022

O apoio ao petista ainda sofre resistências, especialmente dos líderes da legenda que foram expulsos do PT, mas o debate ganha volume nas instâncias internas

sábado, 13/03/2021, 10:55 - Atualizado em 13/03/2021, 10:54 - Autor: Estadão


Imagem ilustrativa da notícia: PSOL pode desistir de candidatura para apoiar Lula em 2022
| Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

O PSOL discute abdicar de candidatura própria e apoiar Lula. O partido discute internamente a possibilidade de abrir mão de lançar uma candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2022 para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve seus direitos políticos e elegibilidade restabelecidos após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anular as condenações do petista na Lava Jato.

Na última quarta-feira (10), Guilherme Boulos, que era candidato do PSOL à Presidência em 2018 e à Prefeitura de São Paulo no ano passado, estava no palco em que Lula fez seu primeiro pronunciamento após a decisão de Fachin.

O apoio ao petista ainda sofre resistências, especialmente dos líderes da legenda que foram expulsos do PT, mas o debate ganha volume nas instâncias internas. O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, é cauteloso ao tratar do tema.

“A presença do Lula no debate público reforça a luta da oposição contra o Bolsonaro, mas defendemos que essa discussão (sobre definição de candidaturas) seja travada no momento certo. Queremos criar um espaço formal para discutir a unidade com os partidos”, disse Medeiros ao Estadão.

Porém, de forma reservada, lideranças do PSOL admitem que o partido nunca esteve tão perto de apoiar um nome do PT numa disputa presidencial – caso Lula concorra mesmo –, apesar da resistência da ala mais “radical” da sigla.

Fundado em 2004 a partir de uma dissidência do PT, o PSOL lançou quatro candidatos à Presidência da República: Heloisa Helena em 2006, Plínio de Arruda Sampaio em 2010, Luciana Genro em 2014 e Guilherme Boulos em 2018, que teve o pior desempenho, com pouco mais de 600 mil votos.

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