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CRÍTICAS

Bolsonaro sobre lockdown: "Não sei onde o Brasil vai parar"

O presidente culpou gestores que determinaram o lockdown pelo fechamento de empresas.

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Imagem ilustrativa da notícia Bolsonaro sobre lockdown: "Não sei onde o Brasil vai parar" camera Bolsonaro voltou a criticar as medidas de isolamento social decretadas por prefeitos e governadores. | Reprodução/Facebook

Um dia após se reunir com chefes de Poderes, ministros e governadores em busca de uma estratégia conjunta para o enfrentamento à pandemia da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar as medidas de isolamento social decretadas por prefeitos e governadores na quinta-feira (25) em pelo menos duas ocasiões.

Durante a live semanal nas redes sociais, Bolsonaro disse que "não sabe onde vai parar o Brasil" se a política do 'feche tudo continuar'. Horas antes, em evento no Palácio do Planalto, o presidente culpou gestores que determinaram o lockdown pelo fechamento de empresas.

"Agora, se a economia parar, pessoal, se a política 'feche tudo' continuar de forma radical, a gente não sabe onde vai parar o nosso Brasil aí. Na favela Chaparral (DF), na semana passada, vimos os problemas lá. Eu gostaria que prefeitos e governadores, alguns devem fazer, mas que a grande maioria fosse visitar essas pessoas para ver como estão vivendo", disse Bolsonaro.

De acordo com Bolsonaro, o novo auxílio emergencial, que vai ser iniciado em abril, será para ajudar aqueles que foram atingidos pela política do 'fique em casa, feche tudo', desconsiderando os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Ele também disse que o governo federal foi responsável por manter "a economia viva" no ano passado.

Ainda na transmissão, Bolsonaro elogiou o trabalho do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que foi exonerado esta semana após uma série de críticas por sua atuação na pandemia, e afirmou que é graças a ele que o Brasil terá 500 milhões de doses de imunizantes até o final do ano.

O presidente cometeu também sobre um ato falho ao dizer que "medidas contra a vacina começaram a ser tomadas lá atrás". Minutos depois, foi informado por um auxiliar sobre o erro e corrigiu a informação.

"Nos preocupamos sim com a vida. As medidas contra a vacina começaram a ser tomadas lá atrás. Muita gente nega isso aí, é negacionista, mas é verdade que hoje em dia graças ao trabalho do ministro Pazuello, hoje em dia temos condições, até o final do ano teremos 500 milhões de doses de vacina para o Brasil", disse.

Bolsonaro também insinuou que os prefeitos e os governadores estaduais não estão informando corretamente sobre as doses de imunizantes que receberam. Até o momento, o país vacinou cerca de 5% da população.

Em cerimônia no Planalto, Bolsonaro também culpou gestores que decretraram medidas restritivas de circulação pelo fechamento de empresas: "é o governo mostrando sua sensibilidade, sabendo que o desemprego, o fechamento de empresas parte diretamente de quem pratica o lockdown".

Ele afirmou também que outras categorias, como do setor de bares e restaurantes, "têm sofrido muito com decretos estaduais e municipais que têm fechado seus comércios".

Ainda na live dessa, Bolsonaro relatou que a semana tem sido "bastante complicada" porque "muitas coisas aconteceram". No auge da pandemia, Bolsonaro tem sido pressionado a demitir o chanceler Ernesto Araújo por lideranças do Congresso.

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