Um crime bárbaro que chocou o Amazonas está próximo de ser esclarecido. No dia 15 de fevereiro de 2021, o jovem José Roberto Carvalho de Souza, 19 anos, foi morto com requintes de crueldade no interior do município de Barreirinha (distante cerca 331 quilômetros em linha reta de Manaus).
O corpo da vítima foi encontrado em uma canoa entre as comunidades Canarinho e Cristo Redentor, às margens do rio Andirá. Durante a autopsia foi constatado que ele teve perda das vísceras. Três suspeitos de cometer o delito foram capturados pela Polícia Civil (PC) nos últimos dias.
A equipe de investigação prendeu três indivíduos. Alfredo Rodrigues Ferreira, 20 anos, e Luís Souza Costa, 21 anos, foram presos após serem notificados para prestarem esclarecimento ao delegado Enéas Gonçalves na 42ª Delegacia interativa de Polícia (DIP) de Barreirinha. No dia seguinte, a equipe de investigadores e membros da Guarda Civil Municipal foram até a comunidade Cristo Redentor efetuar a prisão de Rodrigo Cunha Sales, também de 21 anos.
O investigador da PC, Jander Nascimento, disse que nunca tinha visto um crime tão bárbaro no interior do estado, “Eu já vi esse tipo de crime em penitenciária, na capital, mas um crime tão bárbaro como esse que teve requintes de crueldade eu nunca pude imaginar que pudesse acontecer no interior”, disse impressionado.
ASSASSINATO
A motivação do homicídio segue duas hipóteses, relatou o investigador Nascimento. "De acordo com as investigações, a vítima estava devendo dinheiro de droga para um dos acusados, e eles foram fazer a cobrança e cometeram o homicídio. Mas, de acordo com a confissão de um deles, essa história não confirma. Eles alegaram que foi por causa de bebida mesmo, beberam uma cachaça chamada ‘camelo’ e aí perderam o juízo e mataram o José Roberto”, conta o policial.
Se condenados, os suspeitos podem ser sentenciados a pena máxima de 30 anos de cadeia, segundo o Código Penal Brasileiro. A equipe do 42ª DIP investiga no banco de dados da polícia se algum dos suspeitos é procurado na capital do estado.
O investigador Otavio Brasil contou que através de populares foi possível chegar aos indivíduos. “Nossa equipe é preparada e nós chegamos a coletar vários dados de populares, enfim, chegando aos três que foram detidos. Realmente, um crime muito bárbaro é difícil ver na sociedade, mas graças a Deus conseguimos prender os envolvidos nesse crime”, finalizou
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