O Brasil registrou a morte de 5.798 profissionais de saúde de março de 2020 até fevereiro de 2021. Um aumento de 25,9% em relação ao mesmo período de 2019, quando houve 3.571 óbitos. A alta é consequência dos desafios enfrentados pelos trabalhadores da linha de frente ao combate à pandemia do novo coronavírus.
Os dados foram divulgados pela Arpen-Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais). Segundo os levantamentos, a tendência é de que se registre mais mortes em 2021. Em apenas 2 meses, foram 1.302 mortes entre os profissionais da saúde. A associação alerta, caso os próximos meses continuarem com o mesmo ritmo, até o final do ano podem ser registrados até 7.812 óbitos.
Das 5.798 mortes de trabalhadores da linha de frente, 1.411 foram por covid-19 (das quais 929 ocorreram em 2020 e outras 482 ocorreram nos 2 primeiros meses de 2021).
Até o momento, o Estado em que mais trabalhadores da saúde morreram durante a pandemia foi o Rio de Janeiro, com 1.596 mortes por causas naturais. São Paulo ocupa o 2º lugar, com 1.563 vidas perdidas. Já o 3º na lista é o Paraná, com 692 mortes. Seis Estados são responsáveis por 89% (5.175) do total de mortes de profissionais de saúde:
De acordo com a Arpen-Brasil a área mais afetada pela covid-19 é a dos profissionais de enfermagem. Eles totalizam 1.893 mortes desde o início da pandemia, aumento de 32% em relação a 2019. Se a tendência for mantida, serão 2.200 profissionais de enfermagem mortos até o fim deste ano.
Já entre os médicos foram registradas 695 mortes de março de 2020 a fevereiro de 2021. Isso representa aumento de 28,8% nas fatalidades por morte natural entre os profissionais.
Números completos para cada profissão ainda serão divulgados pela Arpen-Brasil no Portal da Transparência do Registro Civil.
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