O homem que fez uma comissária da Gol refém neste domingo (11), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), é um policial militar identificado como Frederico Correia Resende, 36 anos, lotado no Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, em Foz do Iguaçu.
De acordo com a PM do Paraná, Resende está há sete anos na corporação e nunca havia apresentado problemas desse tipo. “Resende sempre foi considerado um excelente policial tanto por seu comandante imediato quanto por seus companheiros de serviço”, afirmou o órgão.
Segundo um boletim de ocorrência, o PM teve um surto psicótico após ter sido liberado pela corporação paranaense para um tratamento psiquiátrico. Ele estava a caminho da Bahia, onde vive a família.
O Comando Ambiental determinou o deslocamento de uma equipe a São Paulo, nesta segunda-feira (12), para acompanhar a situação do militar e tratar sobre o que for preciso para o seu tratamento.
RELEMBRE O CASO
O homem rendeu a comissária de bordo armado com uma caneta. Em seguida, exigiu que a Polícia Federal se dirigisse até o local para conversar com ele. Durante esse período, o policial fazia denúncias sobre corrupção na polícia.
“Porque eles fazem a cagada, fazem a corrupção e suicida um policial bom”, começou. Declarou ainda que irá se formar em medicina em três anos. “Eles queriam fazer o meu suicídio e colocar o corpo do capitão como se eu tivesse matado ele. Não tem porque eu tirar minha vida e a de um companheiro. Mas a gente não entrou na corrupção e, por isso, a gente virou carta marcada”, disse.
A comissária foi libertada após a chegada da força de segurança. A mulher não teve ferimentos e o homem foi detido pela Polícia Federal
A GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, informou que a situação foi controlada pela Polícia Federal. Tudo ocorreu em segurança, e o aeroporto segue funcionando normalmente.
“O incidente não impactou as atividades e as operações do aeroporto. O passageiro foi encaminhado para delegacia, e as causas da ocorrência estão sendo apuradas pelas autoridades competentes”, diz o comunicado.
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