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MAIS UM CASO

Morre menina de 6 anos agredida pela mãe e madrasta

Ketelen Vitória Oliveira da Rocha morreu após ser internada em estado grave após sofrer agressões. Ela estava em coma com ausência de reflexos com múltiplas lesões corporais agudas e crônicas.

sábado, 24/04/2021, 14:08 - Atualizado em 24/04/2021, 14:08 - Autor: DOL e Folhapress


Caso de Ketelen Vitória Oliveira da Rocha é semelhante a outros episódios de violência doméstica contra crianças, como o do menino Henry Borel
Caso de Ketelen Vitória Oliveira da Rocha é semelhante a outros episódios de violência doméstica contra crianças, como o do menino Henry Borel | Reprodução

Casos de violência contra a criança chocam familiares, amigos e até mesmo desconhecidos. Este ano, um caso de grande repercussão abalou o Brasil: a morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A mãe dele,  Monique Medeiros, e o namorado dela, o vereador Doutor Jairinho, estão presos e sendo investigados pelos crimes de tortura e homicídio.

Mas antes disso, outro caso parecido também tinha causado grande comoção entre os brasileiro. Em março de 2008, aos cinco anos, Isabella Nardoni foi jogada do sexto andar de um edifício, onde estava com o pai Alexandre Nardoni e com a madrasta Anna Carolina Jatobá. Eles foram  condenados por homicídio doloso qualificado. 

Mãe de Isabella Nardoni troca mensagens com o pai de Henry

Neste sábado (24), mais uma criança morreu vítima de agressões. Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de seis anos, morreu após ser internada em estado grave após sofrer agressões. A mãe e a madrasta são suspeitas de torturá-la e estão presas.

Segundo boletim médico, Ketelen Vitória Oliveira da Rocha sofreu parada cardiorrespiratória por volta das 3h30. A criança estava internada em um hospital particular, no município de Resende, desde o último dia 20 em coma com ausência de reflexos com múltiplas lesões corporais agudas e crônicas.

Nas últimas 24 horas, a criança sofreu deterioração das funções vitais, apresentando hipotermia, hipotensão arterial, diminuição urinária e alteração laboratorial. O corpo de Ketelen será encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Em decisão expedida após audiência de custódia na quinta-feira (21), o juiz Marco Aurélio da Silva Adania considerou que as investigações apontaram contínuas agressões à criança pela mãe, Gilmara Oliveira de Farias, de 28 anos, e pela madrasta, Brena Luane Barbosa Nunes, de 25 anos, que moravam juntas em Porto Real (RJ) desde o ano passado, e decretou a prisão preventiva das duas.

Segundo a polícia, elas confessaram o crime à 100ª DP (Porto Real), que investiga o caso.

"Consta dos autos que a vítima teria sido espancada pela mãe e pela companheira, ora custodiadas, com socos e chutes por diversas vezes, além de ser arremessada contra a parede e contra um barranco de 7 metros de altura e ser chicoteada com um cabo de TV", diz trecho da sentença do juiz Marco Aurélio da Silva Adania.

Segundo a apuração da polícia, as agressões, começaram na noite de sexta-feira (16) e continuaram até o fim da noite de domingo (18). A investigação também aponta que a criança não estava sendo alimentada há meses. Nesta sexta-feira (23), Rosangela Nunes, 50, mãe de Brena e que responde em liberdade por omissão, disse à reportagem que a menina vivia uma rotina de violência e privações impostas pela madrasta. Segundo seus relatos, a criança teve bonecas queimadas, os brinquedos quebrados e era impedida de comer pela madrasta como formas de castigo.

A Defensoria Pública do Rio informou que participou da audiência de custódia das mulheres presas preventivamente por suspeita de tortura. No entanto, como ainda não há ação penal em curso, o órgão não foi formalmente constituído para o caso.

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