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Sérgio Camargo diz que estrela da Heineken é do PT

Sérgio viu a “estrelinha vermelha do PT” em uma campanha da cervejaria, que usa o símbolo em sua logomarca em todo o mundo. Foi o suficiente para sua imaginação voar longe.

terça-feira, 27/04/2021, 19:38 - Atualizado em 27/04/2021, 19:57 - Autor: DOL


Estrela e linguagem neutra bastaram para teoria do presidente da Fundação Palmares
Estrela e linguagem neutra bastaram para teoria do presidente da Fundação Palmares | Reprodução / Twitter

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, decidiu inovar nas teorias das conspirações relacionadas aos “comunistas”.

Sérgio Camargo quer tornar PM que surtou em "mártir" 

Não é novidade para ninguém que o bolsonarismo reproduz continuamente em seu discurso que o Brasil vive sob uma ameaça de comunistas que tentam destruir o país de diversas formas. Mas, através de uma marca de cerveja foi a primeira vez.  

No domingo (25), o presidente da Fundação Palmares “denunciou” aos seguidores um plano da cervejaria holandesa Heineken e do PT para doutrinar os brasileiros consumidores desta bebida.

Sérgio, que já se manifestou contra indígenas e pretos, viu a “estrelinha vermelha do PT” em uma campanha da cervejaria, que usa o símbolo em sua logomarca em todo o mundo. Foi o suficiente para sua imaginação voar longe.

A “descoberta” do bolsonarista se deu ao criticar uma campanha da cervejaria pela linguagem neutra, que diz que “juntes brilhamos mais” e coloca, obviamente, a estrela vermelha da marca. Ele achou que a Heineken na verdade quis colocar a estrela do PT.

“Não estou junto dessa palhaçada! Isso é marketing da lacração. A estrelinha vermelha, primeira da série, é o PT. A holandesa Heineken deveria respeitar a língua oficial do país onde atua e fatura alto, em vez de degradá-la para bajular minorias doutrinadas, ressentidas e ignaras”, esbravejou Camargo.

Na sequência de tuites, o olavista aproveita para atacar seu principal alvo: “os pretos da militância vitimista”.

“Para os marketeiros do departamento de lacração da Heineken: exceto pretos da militância vitimista – ínfima minoria – nenhum negro honrado e trabalhador do Brasil apoia o uso do ‘gênero neutro’. Queremos educação de qualidade, cultura e respeito às normas da língua portuguesa”, diz ele, cobrando da cervejaria o que deveria cobrar do seu chefe, Jair Bolsonaro.

 

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