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Lotação de UTIs de Belém e outras capitais saem do crítico

Eram 16 as capitais, ao lado do DF, com lotação em níveis críticos na semana anterior. No início de abril, esse número chegou a 22 das 27 cidades.

quinta-feira, 06/05/2021, 08:25 - Atualizado em 06/05/2021, 08:25 - Autor: FOLHAPRESS


Total de capitais com mais de 90% de lotação de UTIs, que já chegou a 22, cai para 10.
Total de capitais com mais de 90% de lotação de UTIs, que já chegou a 22, cai para 10. | Agência Pará

Após uma alta na demanda, os novos casos graves de coronavírus começam a dar sinais mais concretos de arrefecimento no país: nesta semana, caiu para dez o total de capitais brasileiras com mais de 90% de leitos públicos ocupados com pacientes da Covid-19 na última segunda-feira (3), segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo com governos estaduais. 

Eram 16 as capitais, ao lado do DF, com lotação em níveis críticos na semana anterior. No início de abril, esse número chegou a 22 das 27 cidades.

A notícia é ainda melhor em João Pessoa e Boa Vista, onde há mais da metade de leitos vazios, disponíveis para novos pacientes infectados pelo novo coronavírus. No outro extremo, Campo Grande e Aracaju seguem em colapso, com todas as UTIs ocupadas.

Belém é a capital com a maior queda percentual de demanda por UTIs em um intervalo de uma semana, de 83% para 60%, seguida de Rio Branco e Florianópolis.

Na região metropolitana de Belém, a tendência de redução nas hospitalizações apresentada nas últimas semanas se mantém, e a ocupação das UTIs caiu para 60% na segunda (3), mesmo com a redução de 57 leitos nos hospitais estaduais.

O Acre teve uma queda significativa na ocupação, passando de 82% para 69% de um total de 106 leitos de UTI existentes. Rio Branco, consequentemente, despencou de 94% para 75%.

Após um mês de queda nos números de novos casos, Porto Alegre viu despencar o volume de internações por Covid-19 nas últimas semanas. Mesmo sem o acréscimo de leitos, a taxa de ocupação de UTIs caiu de 81% para 75% em sete dias.

O movimento de queda se repete Florianópolis, em que o índice de ocupação de UTIs caiu de 90% para 73% em uma semana. A fila por leitos também foi zerada na capital catarinense.

A governadora interina Daniela Reinehr (sem partido) atribui os números ao aumento do ritmo de vacinação no estado. Nas últimas três semanas, a taxa de aplicação de doses cresceu 75%.

Apesar do cenário positivo na capital, em todo o estado, a taxa de ocupação de UTIs ainda paira em 92%. O porcentual também reflete a desabilitação de leitos –na última semana, o governo desativou 18 vagas.

Ainda havia fila por UTIs nesta segunda-feira no estado, com 28 pessoas, mas, como ressaltou o superintendente Ramon Tartari, na prática, há vagas para todos.

"As solicitações continuam aparecendo nos relatórios, pois nem todos os pacientes estão indicados para transferência inter-hospitalar, devido a condição clínica, recusa familiar ou porque se encontram bem assistidos em leitos de suporte ventilatório de hospitais de grande porte não justificando a transferência", explicou.

No outro extremo, a situação continua crítica em Mato Grosso do Sul, em que vagas em hospitais foram fechadas e as unidades estão superlotadas, com 101% de taxa de ocupação de UTIs, isso porque algumas instituições montam leitos improvisados. Havia ainda 40 pacientes aguardando por vagas.

Em Campo Grande, o índice é maior ainda, de 106% de UTIs ocupadas e 27 pacientes na fila.

Sergipe segue com a situação preocupante. O estado tem 98% dos seus 233 leitos intensivos públicos cheios e 36 pessoas na fila por transferência, enquanto a capital está completamente lotada. Por outro lado, a rede privada, que vinha registrando mais pacientes do que leitos disponíveis, agora teve um alívio.

Em Pernambuco, mesmo com a abertura contínua de leitos de UTI para pacientes com sintomas da Covid-19, a taxa de ocupação permanece em 97%. Na última semana, a fila de pacientes que aguardam para acessar uma vaga nas unidades de saúde aumentou de 40 para 79 pessoas.

Desde o dia 26 de fevereiro, a taxa de ocupação de leitos de UTI no estado é igual ou superior a 90%. Há 1.602 doentes graves internados recebendo cuidados intensivos. Este é o maior número desde o início da pandemia.

De acordo com a média móvel, que leva em consideração as informações em intervalos de duas semanas, o estado atingiu o número de 80 mortes confirmadas diariamente.

No Ceará, com a colocação em funcionamento de 34 novos leitos de UTI na última semana, a taxa de ocupação oscilou de 97% para 95%. A fila de espera registrou uma diminuição de 380 para 270 pacientes.

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