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Depoimento de Wajngarten é marcado por contradições

Omar Aziz ameaçou encerrar o depoimento de Wajngarten, dizendo que oitiva estava "prejudicada" devido a contradições do ex-secretário com a entrevista dele à revista Veja

quarta-feira, 12/05/2021, 14:11 - Atualizado em 12/05/2021, 14:18 - Autor: Augusto Rodrigues, com informações da Agência Senado


À Veja, Fabio Wajngarten disse que abriu as portas do Planalto aos diretores da Pfizer e que a gestão de Pazuello foi incompetente e ineficiente
À Veja, Fabio Wajngarten disse que abriu as portas do Planalto aos diretores da Pfizer e que a gestão de Pazuello foi incompetente e ineficiente | Marcos Oliveira - Agência Senado

O publicitário Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência no governo Bolsonaro, está sendo ouvido hoje (12) por senadores na CPI da Pandemia. A convocação de Wajngarten foi motivada por declarações do secretário à revista Veja, publicadas no dia 23 de abril. Durante a entrevista, ele afirmou que a gestão do ministro Eduardo Pazuello foi marcada por "incompetência e ineficiência".

Wajngarten revelou à Veja  que, em setembro do ano passado, quando a Covid-19 já matava 750 brasileiros por dia, soube que a farmacêutica Pfizer havia encaminhado uma carta ao governo oferecendo 70 milhões de e doses de sua vacina, que se encontrava em fase adiantada de testes nos Estados Unidos. O Ministério da Saúde, porém, não se interessou pela proposta, nem ao menos respondeu a carta. Wajngarten levou o caso ao conhecimento do presidente Bolsonaro, que o autorizou a negociar pessoalmente as bases de um contrato com a empresa. O secretário afirmou que se reuniu com diretores da Pfizer, discutiu cláusulas, conseguiu reduzir preços, obteve compromissos de antecipação da entrega de volumosos lotes do imunizante, mas o acordo não prosperou.

CPI da Covid: Wajngarten pode complicar Pazuello; assista!

Com base nas informações contidas na matéria da revista Veja, o relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL), questionou o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República sobre sua participação em negociações de vacinas com a Pfizer. Wajngarten afirmou que suas ações tinham o objetivo de destravar burocracias, sem influenciar em outras áreas.

Em seu depoimento à CPI da Pandemia, Fábio Wajngarten – contrariando o conteúdo da reportagem da revista – afirmou que nunca participou de negociações para compra de vacinas, mas disse que ajudou a criar atalhos para que a população brasileira tivesse o melhor imunizante.

Wajngarten disse também que nunca houve interferência de outros setores do governo na Secretaria de Comunicação e nas campanhas relacionadas à pandemia. O ex-secretário declarou também que não houve ação que desestimulasse medidas de isolamento ou que atribuísse culpa aos governadores.

O impacto de declarações do presidente Jair Bolsonaro em relação às vacinas foi motivo de impasse no depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência. Ele afirmou que a medição de um impacto da declaração do presidente depende de diversos fatores, mas o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), cobrou objetividade na resposta.

No início da tarde, Omar Aziz ameaçou encerrar o depoimento de Wajngarten, dizendo que oitiva estava "prejudicada" devido a contradições do ex-secretário com a entrevista dele à revista Veja. Mas decidiu continuar, após apelo dos senadores.


Acompanhe ao vivo o depoimento de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência no governo Bolsonaro, na CPI da Pandemia

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