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EFEITO ESTUFA

Amazônia teve desmatamento recorde em abril de 2021

O desmatamento agrícola e do agronegócio do Brasil tem feito com que as emissões de gases piorem no país.

sexta-feira, 14/05/2021, 11:45 - Atualizado em 14/05/2021, 12:07 - Autor: Com informações da Agência Fapesp


Vista aérea de floresta amazônica desmatada
Vista aérea de floresta amazônica desmatada | Foto: FLORIAN PLAUCHEUR

A questão do Meio Ambiente é um assunto que requer atenção com urgência, já que os danos nessa área afetam toda uma gama de setores e populações. Na Amazônia a questão é especialmente mais complicada, onde a derrubada da floresta só cresce.

Em abril de 2021, o Brasil teve o maior desmatamento na história do monitoramento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que reúne alertas e monitora o desmatamento na região da Amazônia Legal desde 2015.

Ricardo Salles acompanha operações contra desmatamento 

Uma das principais causas para esse fenômeno é a derrubada de floresta para conversão em pastagens em florestas amazônicas, que tem impulsionado as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Por essas razões, fica em risco as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa que foram estabelecidas na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do país em 2015, por ocasião da assinatura do Acordo de Paris.

“Se o desmatamento continuar, todo o esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no Brasil será em vão”, afirmou Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária

De acordo com dados apresentados pelo pesquisador, até 2016, o setor agropecuário era responsável por 33,2% das emissões de GEE do Brasil e as mudanças de uso da terra, lideradas pelo desmatamento, por 27,1%. A partir de 2017 essa situação mudou e o desmatamento passou a ser a principal fonte de emissões de GEE no país.

Ações necessárias que poderiam mudar esse cenário seria tornar a fiscalização mais efetiva e séria, além de destinar as florestas públicas para conservação e produção florestal sustentável. Já para proteger os 50% restantes da floresta que ainda existem, é preciso consolidar as áreas protegidas e apoiar economias de base florestal, além de outras ações para promover a proteção da Amazônia.

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