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Ford tem demissão em massa após desativar fábrica em SP

De acordo com o sindicato, cerca de 770 pessoas já foram desligadas da empresa até a última segunda-feira (11).

domingo, 16/05/2021, 10:56 - Atualizado em 16/05/2021, 10:56 - Autor: Diário Online


Apesar de ser sinônimo de automóvel e inovação há mais de 100 anos, a multifuncional tomou uma decisão que afeta diversos colaboradores e até o próprio Brasil.
Apesar de ser sinônimo de automóvel e inovação há mais de 100 anos, a multifuncional tomou uma decisão que afeta diversos colaboradores e até o próprio Brasil. | Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos

Fundada por Henry Ford e incorporada em 16 de junho de 1903, a Ford Motor Company é uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo. A multinacional estadunidense sediada em Dearborn, Michigan, um subúrbio de Detroit, se expandiu pelo mundo e 16 anos após sua criação, foi a primeira indústria automobilística a chegar ao Brasil, mas especificamente em 1919.

Apesar de ser sinônimo de automóvel e inovação há mais de 100 anos, a multifuncional tomou uma decisão que afeta diversos colaboradores e até o próprio Brasil. 

A fábrica de motores e transmissões da Ford, decidiu encerrar as atividades ainda neste primeiro semestre de 2021, no país. Filiada atualmente em Taubaté, em São Paulo, a fábrica deve fechar até o fim de junho, com isso, a Ford já demitiu 770 funcionários da unidade, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos.

As demissões acontecem conforme cronograma de desmobilização da fábrica após a montadora anunciar o fim da produção no Brasil. Em Taubaté, a unidade mantinha cerca de 830 trabalhadores. De acordo com o sindicato, as demissões começaram no dia 9 de abril, logo após aprovação do acordo de indenização pelo fim da produção, com valores que chegavam a R$ 300 mil.

Ainda segundo o sindicato, a Ford ainda mantém um grupo de 60 funcionários que trabalham na unidade, mas no processo de descomissionamento, com desmontagem e desligamento de máquinas.

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No Brasil, a montadora construiu história ao logo de seus 52 anos de atuação na fábrica em Taubaté. Nos últimos anos, a montadora vinha passando por dificuldades diante do cenário econômico e adotou algumas medidas, como paralisação da produção, redução de salários e jornadas e demissões. Diante da crise gerada pela pandemia do coronavírus, a multifuncional decidiu pelo encerramento da produção no Brasil.

O anuncio que a Ford encerraria as atividades no Brasil aconteceu no dia 11 de janeiro. Além da unidade da empresa em Taubaté, outras em Camaçari (BA) e Horizonte (CE) também serão fechadas. Apenas o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas e sua sede regional, ambos em São Paulo serão mantidos.

Em Taubaté, onde a montadora atua há 52 anos, serão 830 trabalhadores demitidos até o fim do encerramento das atividades. O anúncio surpreendeu funcionários que aprovaram redução de salários e medidas em troca de estabilidade de emprego até o fim de 2021.

Durante esse processo, vários funcionários fizeram protestos contra a decisão da empresa, que aconteceu em meio a pandemia da Covid-19 e uma crise de desemprego no Brasil. O Ministério Público abriu apurações para investigar as condições do fechamento depois do anúncio da empresa.

Após o anúncio, o sindicato dos metalúrgicos começou as negociações para a indenização dos funcionários. Durante o processo, a justiça garantiu que nenhum trabalhador fosse demitido ou deixasse de receber seus salários.

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O acordo previa pagamento de indenização de dois salários por ano de trabalho, tendo como piso R$ 130 mil aos funcionários horistas, aposentados e em fase de aposentadoria. No caso de empregados com restrição médica a base de indenização é a mesma, mas inclui adicional de 2 salários de acordo com o tempo de empresa sendo até 10 anos e 11 meses indenização de R$ 300 mil; de 11 a 20 anos R$ 200 mil; acima de 21 anos R$ 150 mil.

Já para os empregados mensalistas, foi oferecida indenização de um salário por ano trabalhado, sendo indenização mínima de R$ 130 mil.

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