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INVESTIGAÇÕES

Salles pode ter ajudado em exportação ilegal de madeira

A PF diz que as provas reunidas já são suficientes para enquadrar o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim, pelos crimes de facilitação ao contrabando e advocacia administrativa.

quarta-feira, 26/05/2021, 11:42 - Atualizado em 26/05/2021, 12:11 - Autor: Com informações O Estado de S. Paulo.


O acervo de provas enviado ao STF inclui também relatos de reuniões com madeireiros, alterações nas regras de fiscalização, trocas de mensagens, depoimentos de testemunhas e movimentações financeiras atípicas, que atingem o escritório de advocacia de Ricardo Salles em São Paulo.
O acervo de provas enviado ao STF inclui também relatos de reuniões com madeireiros, alterações nas regras de fiscalização, trocas de mensagens, depoimentos de testemunhas e movimentações financeiras atípicas, que atingem o escritório de advocacia de Ricardo Salles em São Paulo. | Antônio Cruz/Agência Brasil

Após investigações, a Polícia Federal apontou "fortes indícios" de envolvimento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em um possível esquema de corrupção para exportação ilegal de madeira, de acordo com documento em que pediu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para abrir a Operação Akuanduba.

 Ainda segundo o documento, a PF diz que as provas reunidas já são suficientes para enquadrar Eduardo Bim, presidente afastado do Ibama, pelos crimes de facilitação ao contrabando e advocacia administrativa.

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O acervo de provas enviado ao STF inclui também relatos de reuniões com madeireiros, alterações nas regras de fiscalização, trocas de mensagens, depoimentos de testemunhas e movimentações financeiras atípicas, que atingem o escritório de advocacia de Ricardo Salles em São Paulo. O conteúdo do documento enviado ao STF, de 92 páginas, foi revelado pelo jornal O Globo e obtido pelo Estadão.

Na semana passada, quando a PF deflagrou a operação, Salles negou irregularidades e disse que o ministro foi "induzido ao erro" ao autorizar a busca e apreensão. O presidente afastado do Ibama não se manifestou sobre a decisão.

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