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INVESTIGAÇÃO

Mulheres desaparecem após irem à festa clandestina 

Em conversa com as amigas, uma delas postou a localização da festa e momentos depois disse que ia embora para casa com o “dono do rolê”.

sexta-feira, 11/06/2021, 11:36 - Atualizado em 11/06/2021, 11:36 - Autor: Com informações de R7


úlia Renata Garcia Rafael, de 26 anos e Cláudia Cristina Pinto, de 35 anos, estão desaparecidas desde a semana passada.
úlia Renata Garcia Rafael, de 26 anos e Cláudia Cristina Pinto, de 35 anos, estão desaparecidas desde a semana passada. | Reprodução

A Polícia Civil investiga o desaparecimento de Julia Renata Garcia Rafael, de 26 anos, e Claudia Cristina, de 35 anos, após irem a uma festa na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, na última quinta-feira (3).

As amigas decidiram ir até uma balada conhecida como Paraíso na Laje, localizada na rua Silveira Sampaio, no bairro do Morumbi, próximo à comunidade. Elas teriam chegado por volta das 21h.

O proprietário do local afirmou que as amigas foram com ele até o local da festa e aproveitaram, apesar da aglomeração de cerca de 200 pessoas, em plena pandemia de covid-19.

Por volta das 4h, uma amiga de Claudia enviou uma mensagem perguntando onde ela estava, enquanto aguardava próximo da festa em um estacionamento, onde uma van a levaria para casa. Claudia respondeu que ainda estava na casa noturna e esta foi a última mensagem registrada.

Segundo as investigações, as amigas perderam a carona com a van e conhecidos desconfiam que elas possam ter aceitado uma carona de algum frequentador ou solicitado uma corrida por aplicativo, mas as hipóteses ainda são apuradas.

A equipe da Record TV conversou com Gledson, que é proprietário do local da festa. Ele conta que o local está desativado, em obras, mas ainda assim realizou o evento.

Gledson afirma que as amigas entraram no veículo dele enquanto ainda estavam indo para a festa. Naquele dia ele fechou após as 4h. Ele conta que não chegou a conversar, apenas liberou a entrada delas.

O dono da balada ainda informou que é necessário cadastro para entrada e saída na balada em dias normais, mas afirmou que não há controle de pagamentos porque estão em reforma, com computadores e câmeras desativadas.

Gledson ainda disse, em entrevista, que tem um álibi: uma mulher com quem ele deixou a balada no dia do desaparecimento das amigas.

Os familiares de Julia foram até o apartamento em que ela mora. No local encontraram documentos, cartões e bolsas. Pelo que foi encontrado, os familiares afirmam que não há indícios de que ela tenha voltado para casa depois da festa. Os celulares das duas foram desligados no mesmo horário na manhã de quinta-feira.

Investigação

Na manhã desta quarta-feira (9), o delegado Nico Gonçalves, chefe do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) afirmou ao Balanço Geral Manhã que as Polícias Civil, Militar e GCM continuam nos trabalhos de investigação e buscas pela comunidade de Paraisópolis para encontrar as amigas desaparecidas.

Nico Gonçalves completou que a polícia tem que trabalhar com todas as possibilidades, não descartando, pelo tempo de desaparecimento, que elas possam ter sido mortas, mas que ainda há esperança para encontrá-las com vida.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado pelo 50º DP (Itaim Paulista) e encaminhado ao SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Guarulhos, município em que as mulheres foram vistas pela última vez.

“A unidade realiza buscas para localização das vítimas e esclarecimento dos fatos. A Delegacia de Investigações sobre Pessoas Desaparecidas, do DHPP, realiza apoio às diligências”, informou.


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