Indígenas de várias regiões do Brasil voltaram a fazer um protesto contra o marco temporal, nesta quinta-feira (26), quando o tema começou a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o julgamento foi adiado para o dia 1º de setembro. A manifestação ocorreu em frente à Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Por volta das 11h30, os indígenas atearam fogo em um ‘caixão’ gigante, em frente ao Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes. No objeto, estava escrito frases como “marco temporal, não”, “fora garimpo”, “fora grileiros” e “condenação ao genocida”.
As chamas podiam ser vistas de longe. O Corpo de Bombeiros foi ao local e controlou o fogo. Ninguém ficou ferido.
A Polícia Militar acompanhou as manifestações, que chegaram a bloquear o trânsito na via S1 por algum tempo. O ato teve fim por volta das 12h e o grupo voltou ao acampamento, montado às proximidades do Teatro Nacional.
É o quarto dia de protestos na capital do país para pressionar o STF sobre o julgamento das demarcações de terras indígenas.
Ligado ao Projeto de Lei 490/2007, apoiado pela bancada ruralista, o marco temporal deve prejudicar o processo de demarcação de 303 terras, onde moram cerca de 197 mil indígenas.
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