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CPI DA COVID

Certidão de óbito da mãe de Hang foi alterada, diz advogada

Bruna Morato representa 12 médicos da Prevent Senior. Ela afirma que a mãe do empresário entrou com covid-19 no hospital

terça-feira, 28/09/2021, 20:01 - Atualizado em 28/09/2021, 20:44 - Autor: Com informações do Correio Braziliense


Hang permitiu a falsificação da certidão de ónito da própria mãe.
Hang permitiu a falsificação da certidão de ónito da própria mãe. | Reprodução/Redes Sociais

O cerco parece estar fechando para a Prevent Senior, fazendo com que representantes da empresa de saúde façam revelações na CPI da Covid.

Nesta terça (28), a advogada Bruna Morato, que representa 12 médicos da Prevent Senior, afirmou que a certidão de óbito da mãe do empresário Luciano Hang, Regina Hang, realmente foi alterada, desmentindo a versão do próprio empresário.

De acordo com ela, a mãe do empresário bolsonarista foi submetida ao uso do 'kit COVI'. Hang negou essa informação em vídeo onde ele lamentou a morte da mãe.

"A causa do óbito da senhora Regina é desassociada da informação. Ela morre de falência múltipla dos órgãos, segundo o atestado de óbito, decorrente de um choque hemorrágico. Contudo, a evolução do prontuário mostra que ela foi internada por COVID”, disse. “Até o final, todas as doenças que ela teve decorrentes da internação estão relacionadas à COVID, o que infringe a determinação do Ministério da Saúde em informar a ocorrência desse fato em documentos públicos", afirmou.

 O prontuário médico da mãe do empresário bolsonarista afirma que ela morreu em consequência de uma pneumonia bacteriana e não cita a COVID-19, motivo pelo qual foi internada na unidade hospitalar Sancta Maggiore (em São Paulo), como causa da morte.

O documento aponta que a operadora de planos de saúde ocultava mortes em um estudo com medicamentos sem eficácia contra o coronavírus, como a hidroxicloroquina.

Os 15 médicos que fizeram a acusação trabalharam na Prevent Senior. Segundo eles, nove pacientes morreram, mas a pesquisa relata que foram apenas dois casos. Além disso, também dizem que foram coagidos a receitar remédios do chamado “Kit-COVID", sem consentimento de pacientes e familiares.

 

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