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INVESTIGAÇÃO

CPI ouve Luciano Hang, suspeito de financiar ‘fake news'

Empresário também deve responder a acusações sobre a mudança no atestado de óbito da mãe, que faleceu em decorrência de Covid-19.

quarta-feira, 29/09/2021, 07:09 - Atualizado em 29/09/2021, 07:55 - Autor: DOL


Luciano Hang é investigado pelam CPI.
Luciano Hang é investigado pelam CPI. | Reprodução

A CPI da Covid no Senado ouve nesta quarta-feira (29) o empresário bolsonarista Luciano Hang, dono das lojas Havan, suspeito de financiar notícias falsas sobre supostos tratamentos ineficazes contra a Covid-19.

De acordo com documentos obtidos pela comissão, Hang teria financiado o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que também é investigado por disseminação de “fake news”.

Certidão de óbito da mãe de Hang foi alterada, diz advogada

O contato entre os dois teria sido intermediado pelo filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Na segunda-feira (27), Hang divulgou um vídeo em que aparece algemado, e disse que comprou o objeto para que não seja gasto dinheiro público durante seu depoimento à comissão, caso ele seja preso.

“Se por acaso eles não aceitarem aquilo que vou falar, já comprei… para não gastar dinheiro com algema, já comprei uma algema, vou entregar uma chave para cada senador. E que me prendam”, afirmou.

O nome de Luciano Hang também apareceu na comissão por conta das investigações da operadora de plano de saúde Prevent Senior. De acordo com as investigações, a mãe do empresário, Regina Hang, que morreu em fevereiro, teria tido como causa de falecimento Covid-19, porém a informação foi ocultada em seu atestado de óbito.

À época, o empresário chegou a se pronunciar nas redes sociais dizendo que, talvez, se sua mãe tivesse sido tratada com o chamado “tratamento precoce”, com remédios sem eficácia contra a doença, ela poderia estar viva.

Com as investigações, se descobriu que Regina chegou a tomar os medicamentos do chamado “kit covid”, com hidroxicloroquina e azitromicina, e que a informação era de conhecimento de seu filho. Além disso, a mãe do empresário também passou por sessões de ozonioterapia, prática proibida pelo Conselho Federal de Medicina.

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