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VIOLÊNCIA EM ABRIGO

Mãe descobre pelo WhatsApp que filha de 9 anos foi estuprada

O suspeito pelo crime é um adolescente de 13 anos. Ele foi encaminhado para a Fundação Casa.

domingo, 03/10/2021, 11:23 - Atualizado em 03/10/2021, 11:23 - Autor: Com informações do Cenário MT


A família soube do crime somente 12 dias depois do ocorrido, quando foi informada por outra criança que também está no abrigo.
A família soube do crime somente 12 dias depois do ocorrido, quando foi informada por outra criança que também está no abrigo. | Reprodução

O Brasil registrou mais de 95 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes em 2020. Desse total, mais de 14 mil estão relacionadas a abuso sexual, estupro e exploração sexual. Os registros incluem também violência física e psicológica. Os números fazem parte dos dados do Disque 100 (serviço gratuito para denúncias de violações de direitos humanos) e foram atualizados em abril deste ano.

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Os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes são alarmantes. Em Santos, no litoral paulista, a mãe da menina de apenas nove anos, descobriu que a filha havia sido estuprada através de mensagens no WhatsApp. A criança estava em um abrigo para menores de idade.

O suspeito pelo ato infracional é um adolescente de 13 anos. Ele foi encaminhado para a Fundação Casa. A família soube do caso 12 dias depois do ocorrido, entretanto, a prefeitura esclareceu que somente os pais com responsabilidade legal sobre as crianças devem ser informados.

 

| Arquivo Pessoal
 

A mãe da criança expôs o print de uma conversa entre ela e uma abrigada, que foi quem a avisou sobre o crime. No diálogo, a adolescente afirma que viram a menina no banheiro, paralisada. Ela diz ainda, que teriam feito um exame que comprovou o estrupo.

A mãe da garota, que prefere não ter a identidade revelada, explicou que ficou desesperada ao descobrir, e foi até o local com o ex-marido. A Polícia Militar foi acionada. A mulher relata que os filhos estão no abrigo há cerca de um ano, pois houve uma briga com o ex-companheiro dela e a Justiça decidiu que o local era mais seguro para as crianças.

"Quando eu cheguei lá, ela começou a gritar: 'mãe, me tira daqui, eu fui estuprada'. A minha menina está desesperada, ficou muito nervosa. Eu também estou passada com tudo isso", desabafa a mãe. Após o caso, um termo de declaração foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos.

No abrigo particular, que está sob intervenção da Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos, o adolescente foi apreendido pelo ato infracional, e a menina foi socorrida ao Hospital Frei Galvão, no Boqueirão.

Em nota, a Prefeitura de Santos informou que, desde julho de 2021, a unidade está sob intervenção da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), após decisão judicial que determinou a suspensão do termo de colaboração entre a Seds e a entidade, para apuração de fatos de conhecimento do Poder Judiciário, que estão sob segredo de Justiça.

Ainda segundo a administração municipal, os familiares que possuem vínculos com as crianças e adolescentes acolhidos e que têm autorização judicial para agendar visitas ao acolhimento são comunicados constantemente dos atendimentos realizados pela equipe técnica da Seds.

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