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AUDIÊNCIA

Pai de Henry lembra despedida do filho: "mamãe não é boa"

O pai do menino Henry Borel também prestou depoimento na audiência preliminar do julgamento dos acusados de matar a criança.

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Imagem ilustrativa da notícia Pai de Henry lembra despedida do filho: "mamãe não é boa" camera Caso Henry Borel: testemunhas de acusação prestam depoimento. | Reprodução

A primeira audiência sobre o caso Henry Borel teve início na última quarta-feira (6). A sessão começou a ouvir as testemunhas de acusação que prestaram depoimento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Monique Medeiros, mãe do menino e o padrasto, o ex-vereador Jairinho, são acusados da morte da criança de 4 anos, no dia 8 de março.

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O pai do menino Henry Borel também prestou depoimento na audiência preliminar do julgamento dos acusados. Leniel Borel contou que, dias antes de morrer, o filho deu sinais de que não queria voltar ao convívio da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, o ex-vereador Jairinho.

Segundo Leniel, o filho "se agarrou ao travesseiro falando 'Não, papai, não quero ir'. Quando ele viu a Monique, começou a chorar".

Ainda de acordo com Leniel Borel, ao buscar o filho na casa de Jairinho, a criança teria dito: "'Papai, eu não quero mais voltar para a casa da minha mãe, não quero'. Mas ele não dizia o porquê. Eu liguei pra Monique, ela disse que não tinha nada acontecendo e eu disse: 'Monique, e se tiver alguma coisa acontecendo?'. Ela disse: 'Eu mato o Jairo!'".

O pai de Henry relatou ainda, que o filho "pediu pra não ir" embora para a casa da mãe. No caminho, "ele começou a chorar muito e vomitar. Eu falei 'vai filho, a mamãe é boa'. E ele disse: 'a mamãe não é boa'." Essa foi a última vez que ele viu o filho vivo.

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Ainda em depoimento, o pai do menino Henry insinuou algumas vezes que acredita que havia interesse financeiro por parte de Monique na relação com Jairo, o que pode ter ajudado a permanecer na situação de violência em que a criança se encontrava.

Leniel afirma ainda, que depois concedeu entrevistas e com a repercussão nacional que o caso tomou, passou a sofrer intimidações e "ameaças veladas".

Em depoimento, o delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação do caso, disse que o menino Henry Borel chegou morto ao hospital. Segundo ele, "duas ex-mulheres do Jairinho e as duas relataram, com filhos da mesma idade. Ele fazia questão de levar as crianças para passear sozinho. Uma das mães presenciou ele pisando na barriga do garotinho. Um outro menino teve uma lesão bem grave, quebrou o fêmur".

Sobre as agressões de Henry, o delegado disse que a criança "vinha sofrendo uma rotina de violência há mais de um mês, tanto física quanto psicológica".

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