A violência contra a mulher é um problema que cresce de forma assustadora no Brasil. Somente este ano, segundo a Confederação Nacional dos Municípios, houve um aumento de 20% no número de casos de agressões, torturas, ameaças e estupros que tiveram elas como vítimas. Isto sem falar dos casos de feminicídio. Os dados da Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos apontam que, em 2020, foram registradas 105 mil denúncias de violência contra a mulher através dos canais do Disque 100 e o 180.

Na madrugada do último domingo (21), o caso de uma empresária que foi espancada, torturada e ainda sofreu uma tentativa de estrangulamento pelo companheiro causou uma grande revolta e chocou a população brasileira. Tudo isso aconteceu depois que ela flagrou ele beijando uma suposta amiga, num restaurante. O caso foi em Salvador (BA) e está tendo ampla repercussão.
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O agressor é Jonatha de Amorim Souza, de 36 anos, e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. O casal está junto há 19 anos, possuem dois filhos e mantém uma sociedade na empresa. Ariele de Almeida Rocha, também de 36 anos de idade, levou socos, chutes, marteladas e ficou inconsciente ao ter sido estrangulada pelo, então, companheiro.
O flagrante da traição aconteceu num restaurante e as agressões no apartamento onde moravam, no bairro do Imbuí. Pelos relatos repassados à polícia, a mulher só não morreu porque vizinhos ouviram os gritos e acionaram a Polícia Militar que interveio. O caso foi registrado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.

Entenda o que aconteceu
De acordo com os depoimentos dados à Polícia Civil, Ariele e Jonatha saíram para jantar, na noite de sábado (20). Ele levou uma terceira pessoa, uma mulher que, segundo foi relatado, ele apresentou como “amiga” que tinha acabado de sair de um relacionamento e precisava socializar, espairecer, porque estava triste. Ariele foi ao banheiro e quanto retornou, pegou os dois se beijando. Na confusão, os três teriam sido expulsos do estabelecimento.
Em casa, a briga tomou proporções maiores. “Ele subiu na minha garganta e me enforcou, eu perdi a consciência”, relatou a vítima, que acordou do desmaio no momento em que a guarnição da PM bateu na porta do apartamento.
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Em entrevista a um portal de notícias local, o advogado de Ariele, Marcelo Sobral, disse que o suspeito luta de artes marciais. "O agressor começou a culpar a vítima por ter sido expulso do estabelecimento, e dentro do apartamento, ainda com essa amiga, ele iniciou as agressões. Essa amiga, infelizmente saiu do apartamento e não chamou a polícia", disse em entrevista.
“Ele tentou colocar um tranquilizante da boca dela, para tentar fazer com que ela não chamasse a polícia, ela conseguiu derrubar uma mesa de vidro e gritar por socorro, foi aí que os vizinhos conseguiram ouvir e ligaram para polícia, que chegou rapidamente, fazendo com que a gente não noticiasse um feminicídio consumado”, completou o advogado.
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