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Universidade de Oxford terá duas unidades no Brasil

A abertura das novas unidades, as primeiras na América Latina, foi anunciada em outubro e oficializada em cerimônia nesta segunda

sexta-feira, 10/12/2021, 15:03 - Atualizado em 10/12/2021, 15:03 - Autor: Com Informações de Só Notícia Boa


As duas unidades de Oxford vão ficar no Rio de Janeiro
As duas unidades de Oxford vão ficar no Rio de Janeiro | Foto/Divulgação

No último mês de outubro, foi anunciada a abertura de duas unidades da Universidade de Oxford no Brasil. A novidade foi oficializada pela instituição britânica e pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante uma cerimônia que ocorreu na ultima segunda-feira (06).

As duas instituições de ensino ficarão no centro do Rio de Janeiro, informou Sue Ann Clemens, a pesquisadora brasileira que vai liderar a iniciativa. E esta será a primeira unidade da instituição britânica na América Latina.

Uma das unidades de Oxford será localizada no Instituto Carlos Chagas, referência em pós-graduação médica. Ali funcionará o braço educacional da universidade, com cursos que devem começar já no primeiro semestre de 2022.

Uma das unidades vai cuidar de doenças infecciosas e, a outra, de vacinologia, com professores brasileiros e estrangeiros.

Na unidade serão realizadas ainda pesquisas independentes, com financiamento de instituições não governamentais. Uma delas foi iniciada recentemente e paga pela Fundação Bill e Melinda Gates, testando doses de reforço das vacinas da Clover e da AstraZeneca.

Clemens foi responsável por conduzir os testes da vacina de Oxford/AstraZeneca no Brasil e preside o comitê científico da fundação de Bill Gates.

Também participa de comitês avaliadores de outros imunizantes e é coordenadora do primeiro mestrado em vacinologia do mundo, na Universidade de Siena.

O cientista americano Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacina de Oxford que veio ao Brasil para acertar os detalhes da parceria também esteve presente na cerimônia que aconteceu segunda-feira (06). Ele agradeceu o apoio do governo brasileiro, mas ressaltou que a ciência deve ser independente.

Ele acrescentou que as pesquisas de Oxford no Brasil também deverão ter foco em outros temas além de vacinas, como cardiologia, inteligência artificial e atenção primária. Deverão ser feitas cooperações, por exemplo, com os institutos nacionais do Câncer (Inca), do Coração (INC) e de Traumatologia e Ortopedia (Into).

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