Uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro (PL), a correção da tabela do Imposto de Renda, não deve ser cumprida. Isso porque o presidente da República entrará em seu quarto ano de mandato e, ao que tudo indica, o peso tributário continuará sendo uma realidade para o bolso do brasileiro e é provável que o leão abocanhe mais gente.
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Além de não cumprir com a palavra, Bolsonaro ainda fará milhões de brasileiros pagarem mais impostos. Cerca de 15,1 milhões de pessoas que deveriam ser isentas terão que pagar o imposto em 2022. Os cálculos são da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional).
Esse número considera a defasagem de 134% acumulada desde o ano de 1996, quando a correção anual deixou de ser feita. Na prática, isso significa que com a inflação, os ganhos de quem já pagava o Imposto de Renda passam a ter um corte maior.
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Com a proposta de reforma do IR travada no Senado, houve uma expectativa de que o governo pudesse conceder a correção via Medida Provisória, o que já tinha acontecido nas gestões de presidentes anteriores. Mas com o aumento da pressão por mais gastos, a equipe econômica de Bolsonaro descartou qualquer possibilidade.
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Outra promessa que também não será cumprida é a de subir a isenção do IR para R$ 5.500, como foi dito durante a campanha eleitoral. O projeto aprovado pela Câmara prevê isenção para quem ganha até R$ 2.500 por mês, valor que foi proposto pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido). Hoje, a faixa de isenção vai até R$ 1.903,98.
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