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VILÕES DO BOLSO

Inflação: saiba o que vai pesar no seu bolso em 2022

Gastos com energia elétrica, aluguel, IPTU, mensalidade escolar e plano de saúde ainda devem causar dor de cabeça nos primeiros meses do ano

domingo, 02/01/2022, 17:32 - Atualizado em 02/01/2022, 17:45 - Autor: Com informações Metrópoles


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Em 2021, o brasileiro sofreu com uma inflação. Para 2022, as projeções iniciais dos economistas apontam para uma alta mais modesta dos preços, mas nada que deva representar um grande alívio ao bolso da população.

No último relatório Focus, do Banco Central, os economistas avaliaram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ter avançado 10,02% em 2021. Para 2022, a projeção é de alta de 5,03%. Gastos em relação à energia elétrica, aluguel, IPVA e IPTU ainda devem causar dor de cabeça para as famílias nos primeiros meses do ano.

Energia elétrica

Mesmo com reservatórios em recuperação, a conta de luz deve seguir elevado em 2022. Em novembro, a área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calculou que o reajuste tarifário médio nas contas de luz em 2022 deve ser de 21,04%.

Lidando com a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, o governo teve de acionar as usinas termelétricas para garantir o fornecimento de eletricidade, o que aumentou o custo de produção de energia no país.

Aluguel

O aluguel também deve ficar mais caro em 2022. Em 2021, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumulou alta de 17,78%. O índice é apurado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e utilizado para o reajuste anual do valor do aluguel.

Com a forte alta do IGP-M, os contratos de aluguel devem ser reajustados ao longo de todo o ano. O que os especialistas dizem, no entanto, é que há espaço para negociar um aumento mais brando com o dono do imóvel.

IPTU

Várias prefeituras já anunciaram reajustes no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Se a inflação for acima de 10%, só terá correção até esse percentual.

Combustíveis

O rumo dos preços dos combustíveis — um dos vilões da inflação em 2021 — vai depender do comportamento do dólar e da variação do barril do petróleo no mercado internacional.

Desde 2016, a Petrobras passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio. Portanto, se essas duas variáveis sobem, a estatal promove um aumento do preço dos combustíveis nas refinarias.

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O último reajuste nos preços dos combustíveis realizado pela Petrobras foi feito em dezembro. Na ocasião, o litro da gasolina recuou 3,13%, para R$ 3,09. Os analistas projetam que o dólar deve terminar 2022 em R$ 5,55, muito próximo da cotação final de 2021.

Tarifas de transporte público

Com o avanço dos preços dos combustíveis em 2021, as administrações municipais e estaduais devem promover aumentos na tarifas de transporte público. Em Belém, os rodoviários aceitaram acordo e não farão greve. Em dezembro do ano passado, a categoria aprovaram a proposta de acordo parcial com a patronal da seguinte forma :

1-Ticket quitado com 5% de reajuste a partir de 1 de Janeiro para pagamento em fevereiro. 

2-Negociação de salário será retomada a partir de 15 de Janeiro de 2022. 

3-Manutenção das cláusulas da Convenção Coletiva até 30 de Abril de 2022, sem greve dos rodoviários.

Crédito mais caro

Com a inflação em alta, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve seguir aumentando a taxa básica de juros em 2022. No relatório Focus, os analistas avaliam que a Selic deve encerrar 2022 em 11,50% ao ano — atualmente, está em 9,25%.

Governo aumenta teto dos juros do empréstimo consignado do INSS; veja como fica. O BC sobe os juros numa tentativa de desaquecer a economia e, consequentemente, domar a inflação. Só que essa postura tem um reflexo perverso. A Selic em alta, por exemplo, encarece o crédito e dificulta o consumo das famílias.

Mensalidade escolar

Um levantamento realizado pela consultoria Meira Fernandes, especializada em gestão de instituições de ensino, mostrou que 90,9% das escolas particulares pretendem aumentar o valor da mensalidade em 2022 e que, na maioria dos colégios, o reajuste será de pelo menos 7%.

Entre as instituições que irão subir os preços, a maior fatia (53%) fará um reajuste entre 7% e 10%. Uma parcela de 7,6% informou que aplicará uma alta entre 10% e 11% , enquanto 9,1% irão aumentar as mensalidades em 12% ou mais.

Planos de saúde

Em julho do ano passado, a Agência Nacional Suplementar (ANS) definiu que o plano de saúde individual ficaria mais barato — a queda máxima seria de 8,19% nos contratos até abril de 2022. O percentual negativo de reajuste não valia para planos de saúde coletivos, como os empresariais, e os por adesão, em que os consumidores contratam em grupo.

De acordo com a agência, a decisão se deveu à queda de 82% para 74% em atendimentos e serviços domésticos pelos usuários em 2019 por causa da pandemia de Covid-19.

Em 2022, diante do crescimento dos índices de vacinação e da retomada de vários serviços, incluindo os hospitalares que não estão relacionados ao avanço da pandemia, esse cenário não deve se repetir, desencadeando uma alta nos preços dos planos.

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