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AVALIAÇÃO

Covid: cientista diz que pandemia não chegará ao fim em 2022

Miguel Nicolelis disse ainda que 1,3 milhão de novos casos por dia deverão explodir no Brasil até o final de março desse ano

segunda-feira, 10/01/2022, 21:59 - Atualizado em 10/01/2022, 21:59 - Autor: Com informações de Caio Barbieri/Metrópoles


Avanço da vacinação também será necessário para frear contaminação do vírus, avalia o cientista
Avanço da vacinação também será necessário para frear contaminação do vírus, avalia o cientista | Marcelo Seabra/Agência Pará

Com a chegada de um novo ano, inevitavelmente muitos foram os desejos para que a pandemia da Covid-19 chegasse ao fim. O desejo é válido, embora mais importante sejam as ações que devam vir em seguida para conter o avanço do novo coronavírus, uma vez que, a depender dos resultados, podem ditar a sua desaceleração de contágio no mundo.

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Essa foi uma das várias observações feitas pelo neurocientista Miguel Nicolelis durante o podcast Diário do Front, um programa gravado e divulgado nas redes sociais do cientista, cuja última edição foi ao ar nesta segunda-feira (10) no Youtube. As falas, porém, preocuparam internautas. 

Neurocientista Miguel Nicolelis
Neurocientista Miguel Nicolelis | Reprodução/Vídeo

Nicolelis afirma que, diferentemente do que tem sido divulgado, a pandemia no Brasil não deve acabar no final de 2022. A expectativa é que a nova variante Ômicron provoque uma explosão de casos, um índice de até 1,3 milhão de novas infecções por dia até o final de março se nada for feito pelas autoridades para conter as novas transmissões.

O número teve como base um estudo realizado pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e levou em conta a quantidade de pessoas atualmente vacinadas no país com duas doses ou dose única.

“Se nada for feito, se nós só ficarmos com o nível de vacina atual do brasileiro, que infelizmente está parado em 67% da população do país com duas doses – nível inferior ao do Reino Unido, que teve uma explosão de Ômicron – se nós não aumentarmos o uso de máscaras e isolamento social no Brasil, voltando com as restrições não farmacológicas que foram implementadas na primeira onda… Se nada disso for feito, os modelos da Universidade de Washington preveem a possibilidade real do Brasil chegar a 1,3 milhão de casos por dia até o final de março deste ano”, pontuou.

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Para Nicolelis, por conta da alta taxa de transmissão da nova variante, um colapso generalizado pode acontecer, tendo em vista a potência se comparado com as variantes Gama e Delta, até então predominantes no Brasil.

“A Ômicron está tirando da mão dos governantes a decisão de fazer, por exemplo, um lockdown regional ou nacional, porque ela está infectando tanta gente e as pessoas não estão conseguindo sair de casa pra ir trabalhar. Com isso, estamos observando o cancelamento de dezenas de milhares de voos por falta de pilotos e tripulantes das aeronaves. Na cidade de São Francisco, na Califórnia, estamos vendo o fechamento de restaurantes por falta de pessoas pra trabalhar nos restaurantes. Essa variante não tem nada de leve, não tem nada de branda. A nível populacional e estatístico, que além nós, por exemplo, a própria Universidade de Washington prevê que, se nada for feito, é que tem o potencial de infectar nos próximos dois meses três bilhões de pessoas mundo afora – um número que é quase da metade da população do planeta”, disse.

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