No Brasil, em média, sete casos de assedio sexual são registradas diariamente em ambientes de trabalho, segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em 90% destas ocorrências, a vítima é mulher.
Recentemente, uma denuncia de assédio envolvendo uma funcionária e um diretor do Hospital Municipal de Pedro Toledo, no estado de São Paulo, ganhou repercussão. A mulher denunciou que foi chantageada sexualmente pelo patrão. Por ter se negado a ter relações com ele, acabou demitida.

Priscila Lima, 32 anos, contou que o assédio começou em fevereiro, quando segundo ela, o diretor a chamou em uma sala e tirou a roupa. “Regras da casa, estou te dando boas-vindas”, teria dito o acusado.
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Em entrevista a um portal de notícias, a vítima disse que cedeu a chantagem por uma questão de necessidade. “Eu, sem entender nada, cedi, e tive relações sexuais com ele, porque precisava do serviço. Estava em uma situação difícil, e tenho uma filha para criar, pensei que precisava sustentar minha família”, contou.

A vítima disse que numa outra tentativa, ela se negou a ir para a referida sala com o suspeito e por isso foi demitida.
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O caso é investigado sob sigilo pela Polícia Civil.
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